O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) está realizando, nesta terça-feira (10), uma vistoria técnica e fiscal no antigo Ginásio Jones dos Santos Neves, conhecido como DED, localizado no bairro Bento Ferreira, em Vitória. A ação foi motivada por informações oficiais da Prefeitura Municipal de Vitória (PMV) que apontam a execução de obra irregular no local, sem licenciamento e em desacordo com a legislação vigente.
O ginásio ganhou destaque no noticiário em maio do ano passado, quando parte da estrutura desabou durante uma obra de reforma e ampliação. Apesar do susto e dos danos materiais — incluindo veículos atingidos por escombros — ninguém ficou ferido, já que o colapso ocorreu fora do horário de trabalho. Desde então, a situação do imóvel passou a ser acompanhada de perto pelos órgãos públicos.
De acordo com o Crea-ES, o ofício comunicando as irregularidades foi encaminhado ao Conselho pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), por meio da Subsecretaria de Controles Urbanos. O documento informa que, após vistorias municipais, foi constatada a realização de serviços de engenharia sem licença municipal e sem alvará de execução.
Entre as irregularidades apontadas pela fiscalização da Prefeitura estão a inexistência de alvará de execução da obra, ausência de licenciamento ambiental, falta de aprovação do projeto de prevenção e combate a incêndio e a instalação de tapume em via pública sem autorização. Também foi identificado o descumprimento de embargos anteriores, o que resultou na emissão de autos de infração, intimação e novo embargo ao responsável técnico.
A Prefeitura de Vitória informou ao Crea-ES que mantém acompanhamento contínuo da área, com cronograma de fiscalização e adoção de medidas administrativas em andamento.
O presidente do Crea-ES, engenheiro Jorge Silva, destacou que a vistoria desta terça-feira tem como prioridade a segurança da população. “Recebemos informações oficiais do município sobre possíveis irregularidades graves. Vamos realizar uma inspeção técnica e fiscal rigorosa, sempre com foco na proteção da vida, na legalidade das obras e no exercício ético da engenharia”, afirmou.
O Conselho reforça que, caso sejam confirmadas irregularidades ou riscos estruturais, todas as medidas legais cabíveis serão adotadas, conforme previsto na legislação profissional e urbanística.











