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Projeto usa plantas para extrair níveis de bário em ambientes alagados

Nesta segunda-feira (15), comemoramos o dia de Conservação do Solo. E uma notícia muito boa para a preservação do solo é o projeto de fitorremediação, onde são usadas plantas para extrair materiais pesados do solo sem a necessidade de jogar produtos químicos para limpar o solo. Ou seja, as plantas estudadas são capazes de fazer essa extração, sem danificar o solo.

O professor Fábio Pires, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Campus São Mateus, do departamento de Ciências Agrárias e Biológicas, após cinco anos de pesquisa obteve resultados significativos. Foram identificadas duas espécies vegetais, a Typha domingensis (taboa) e a Eleocharis acutangula (junco), com capacidade comprovada de reduzir os níveis de bário em ambientes alagados. Essas descobertas não apenas contribuem para a gestão ambiental da região, mas também abrem caminho para a replicação dessas práticas em áreas semelhantes de contaminação.

O projeto visa oferecer uma solução ambientalmente amigável e economicamente viável para os desafios ambientais enfrentados pela região. O projeto surgiu da necessidade de intervenção devido a um incidente que resultou na possibilidade de contaminação ambiental dos recursos naturais locais por bário em ambiente alagado, altamente tóxico para humanos e animais. A fitorremediação surgiu como uma alternativa promissora devido aos seus resultados comprovados em diferentes partes do mundo.

A Ufes, em colaboração com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (Fest) e a Petrobras, lideraram um projeto inovador de fitorremediação para lidar com a contaminação do solo por metais pesados no norte do Espírito Santo.

Projeto usa plantas para extrair níveis de bário em ambientes alagados
Foto: divulgação/Ufes

RESULTADOS DO PROJETO

Um dos diferenciais do projeto é a validação a campo dos resultados obtidos em condições controladas. Após avaliações preliminares em condições controladas, três experimentos de campo bem-sucedidos confirmaram a eficácia das técnicas de fitorremediação, refinando ainda mais as informações obtidas. Além disso, os principais resultados, provenientes de quatro dissertações de mestrado orientadas durante a condução do projeto, foram publicados em revistas de alto impacto, garantindo sua disseminação e reconhecimento pela comunidade científica internacional.

O projeto não apenas cumpre condicionantes ambientais e promove a remediação da área afetada, mas também fortalece as parcerias entre instituições acadêmicas e empresas como a Petrobras. Além disso, abre novas oportunidades de pesquisa e envolvimento de alunos de pós-graduação e graduação em áreas relacionadas à agricultura tropical e à mitigação de danos ambientais.

“A fitorremediação não é apenas uma técnica, mas sim um compromisso com a sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais. Ao trabalharmos em colaboração, exploramos o potencial das plantas para restaurar ecossistemas comprometidos, proporcionando não apenas benefícios ambientais, mas também oportunidades de pesquisa e desenvolvimento para as gerações futuras”, professor Fábio Pires.

Projeto usa plantas para extrair níveis de bário em ambientes alagados
Foto: divulgação/Ufes

Segundo o professor, o compromisso da FEST, UFES e Petrobras com a sustentabilidade e a gestão ambiental responsável é evidenciado por iniciativas como o projeto de fitorremediação. Ao promover práticas de remediação eficazes e econômicas, o projeto contribui para a preservação dos recursos naturais essenciais para a vida no planeta, notadamente solo e água. Em um momento em que a proteção do meio ambiente é crucial, a área de fitorremediação se destaca como uma solução valiosa e replicável para desafios ambientais complexos.

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