Família de capixaba com doença rara trava luta na Justiça contra plano de saúde

A família de um menino capixaba de 11 anos, portador de uma síndrome rara, recorreu à Justiça para garantir atendimento urgente após a criança desenvolver uma infecção considerada grave. Mesmo com decisão favorável, os pais afirmam que o plano de saúde ainda não cumpriu a ordem judicial.

Vicente Moreira Vila Flor, morador de Vila Velha, tem uma síndrome mitocondrial de origem genética — condição rara que torna o organismo mais frágil e vulnerável a infecções. Ele está internado no Hospital CIAS, em Vitória, à espera de transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), indicada pelo médico responsável pelo caso.

Segundo a mãe do menino, Laiane Moreira, antes da internação, durante um atendimento domiciliar, uma profissional de enfermagem credenciada ao plano de saúde retirou a sonda utilizada por Vicente, colocou o dispositivo em uma pia e, em seguida, voltou a utilizá-lo. A mãe afirma que havia solicitado que o procedimento fosse realizado em ambiente hospitalar, mas, ainda assim, a intervenção ocorreu em casa, segundo ela, sem os cuidados adequados.

De acordo com a família, foi após esse episódio que o menino passou a apresentar sinais de infecção. Ele foi levado ao hospital, onde exames identificaram a presença de uma bactéria. Os pais acreditam que o quadro pode estar relacionado à forma como o procedimento foi realizado.

Diante da gravidade da situação, um médico que avaliou Vicente por teleconsulta recomendou tratamento específico com antibióticos direcionados e internação em UTI, em razão da condição clínica delicada.

A família então acionou a Justiça e obteve uma liminar na última segunda-feira (6), reconhecendo a urgência do caso e determinando a transferência do paciente. No entanto, segundo os pais, a decisão ainda não foi cumprida pelo plano de saúde.

Além da ausência de transferência, a família relata ter sido informada sobre a possibilidade de alta hospitalar para tratamento domiciliar, o que aumentou a preocupação. De acordo com o médico que acompanha o caso, o quadro exige cuidados intensivos.

Em busca de apoio, a mãe publicou um vídeo nas redes sociais relatando a situação, mas afirma que, até o momento, não recebeu retorno do plano de saúde sobre a transferência do filho para a UTI.

Veja:

Procurada pela reportagem, a Unimed Vitória disse que não comenta ações judiciais em andamento e, em cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), ao Estatuto da Criança e do Adolescente e ao Código de Ética Médica, não está autorizada a divulgar informações sobre o paciente.

“A cooperativa reforça seu compromisso com a qualidade e a segurança no atendimento, seguindo rigorosamente os protocolos médicos e as diretrizes dos órgãos reguladores”, destacou em nota.

Até o momento, a família segue aguardando a resolução do caso.

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

Notícias Relacionadas