A vereadora Karla Coser (PT) usou a tribuna da Câmara de Vitória, nesta terça-feira (3), para apresentar reivindicações relacionadas ao início do ano letivo na rede municipal de ensino e às ações de combate aos mosquitos em diferentes regiões da capital. Segundo a parlamentar, as demandas são resultado de reclamações recebidas da população e foram levadas ao Legislativo para cobrança junto ao Executivo municipal.
Ao tratar da situação das escolas, Karla Coser afirmou que os problemas se repetem no começo do ano letivo e que a prefeitura já tem conhecimento prévio das demandas. De acordo com a vereadora, obras previstas não foram concluídas, há registros de sujeira nas unidades, falta de informações para a comunidade escolar e atraso na entrega de uniformes.
“A defesa dos nossos estudantes é uma prioridade. A prefeitura sempre sabe quando começa o ano letivo quais são os problemas, e a gente tem recebido muitas reclamações. Obras que deveriam ter terminado e não terminaram, sujeira nas escolas, falta de informações e uniformes que não foram entregues”, afirmou. Segundo ela, as queixas foram reunidas a partir de relatos recebidos na primeira semana de janeiro e serão formalmente apresentadas na Câmara. “Estamos levantando todas as reclamações recebidas nessa primeira semana de janeiro para trazer à Câmara de Vitória”, disse.
Na sequência, a parlamentar abordou o combate aos mosquitos na cidade e citou falhas na aplicação do fumacê. Karla Coser afirmou que, mesmo em um período marcado pelo aumento das chuvas e da proliferação de insetos, a ação não estaria ocorrendo de forma regular.
“Janeiro é um período em que sempre chove, a gente sabe que precisa de capina, e o fumacê não está dando conta”, declarou. Segundo a vereadora, moradores de diferentes bairros reclamam da ausência ou da irregularidade do serviço. Em alguns locais, de acordo com os relatos, o fumacê teria sido aplicado apenas uma vez no mês, sem nova passagem nas semanas seguintes.
“Fazemos a reclamação e informam que existe um cronograma, mas esse cronograma não está sendo apresentado para a cidade e não está dando conta”, afirmou. Para a vereadora, caso exista um planejamento oficial, ele precisa ser revisto. “Se há um cronograma, ele precisa ser melhor elaborado e reforçado nos períodos em que aumentam as chuvas e a quantidade de mosquitos”, completou.
O que diz a prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Vitória informou que, com o aumento das temperaturas e das chuvas, reforçou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. As medidas incluem campanhas educativas em espaços públicos, mutirões de limpeza e orientações à população sobre a eliminação de focos do mosquito dentro de casas e quintais.
Segundo a administração municipal, o trabalho também envolve visitas periódicas de agentes de endemias a residências, comércios, lotes e terrenos, para identificação e eliminação de criadouros, além da aplicação de larvicidas quando necessário. A prefeitura informou ainda que são realizadas ações de monitoramento e tratamento de áreas alagadas e bueiros, além da circulação do fumacê em bairros previamente programados.
A gestão municipal destacou que, de acordo com dados do Ministério da Saúde, a maior parte dos focos do mosquito está dentro das residências, o que reforça a importância da participação dos moradores. A prefeitura informou também que as ações de campo passaram a contar com o uso de tablets, permitindo o mapeamento em tempo real dos focos e maior agilidade na identificação de áreas críticas.
Já em relação às obras nas escolas, a Secretaria Municipal de Educação de Vitória (Seme) afirmou que o ano letivo de 2026 terá início nesta quarta-feira (4) em todas as 105 escolas da rede. A Seme disse também, que durante o período de férias, a Prefeitura de Vitória investiu em obras e manutenções em toda a rede municipal, garantindo mais conforto, segurança e melhores condições para o desenvolvimento das atividades pedagógicas.
“É importante lembrar que muitas escolas iniciam o ano em obras maiores conforme planejado, e a organização da rotina escolar é pensada de forma a utilizar diversos espaços, sempre com intencionalidade pedagógica”, relatou.
Sobre os uniformes, a Seme informou que o cronograma de entrega para as escolas já está sendo cumprido e o material começará a ser distribuído após o carnaval, assim como nos outros anos.
A Seme ressaltou que, em 2026, a rede municipal ampliou a oferta do ensino em tempo integral, que passa de 41 para estar presente em 50 escolas. As nove escolas que passarão a ofertar o tempo integral em 2026 são: Emef Juscelino Kubitschek de Oliveira (Maria Ortiz), Emef Octacílio Lomba (Maruípe), Emef João Bandeira (Consolação), Emef Vercenílio da Silva Pascoal (Joana D’Arc), Cmei Ana Maria Chaves Colares (Jardim Camburi), Cmei Darcy Vargas (Santo Antônio), Cmei Georgina da Trindade Faria (São José), Cmei Nelcy da Silva Braga (Maruípe) e Cmei Geisla da Cruz Militão (Nova Palestina).











