A noite deste domingo (1º) foi marcada por uma intensa atividade elétrica em toda a Região Metropolitana de Vitória. Em poucas horas, mais de 2.500 descargas elétricas atmosféricas foram registradas, transformando o céu em um cenário iluminado por relâmpagos sucessivos e chamando a atenção de moradores de diferentes cidades.
A tempestade começou por volta das 20 horas e foi classificada como um evento de grande intensidade, com registros de raios tanto entre nuvens quanto entre nuvem e solo. Relatos da população sobre a grande quantidade de relâmpagos foram confirmados pelos dados de monitoramento técnico.
Segundo a Defesa Civil, a maior concentração das descargas ocorreu nas regiões sul e sudoeste de Vitória, atingindo principalmente áreas da Região Metropolitana. Apesar de a capital não ter sido o ponto mais impactado, o volume e o comportamento do fenômeno foram considerados atípicos para a região.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Vitória, Tarcísio Föeger, o número expressivo inclui diferentes tipos de descargas elétricas. “Uma tempestade com esse volume de descargas não é comum. Muitas delas não atingem diretamente o solo, mas fazem parte do mesmo sistema eletromagnético e indicam a severidade do evento”, explicou.
O episódio foi acompanhado em tempo real por um sistema de monitoramento que registra a incidência de raios em um raio de até 90 quilômetros a partir de Vitória, abrangendo municípios como Vila Velha, Serra, Cariacica, Guarapari, Fundão e áreas da Região Serrana, como Santa Leopoldina.
Os dados coletados auxiliam técnicos na análise de condições atmosféricas associadas à formação de chuvas intensas. Embora o monitoramento não funcione como um alerta específico para tempestades elétricas, as informações ajudam a identificar cenários de maior instabilidade e a embasar decisões preventivas em situações de risco.
A identificação das descargas é feita por um sensor capaz de apontar o local e o horário exato dos raios, permitindo a formação de um histórico detalhado dos eventos. Esses registros são utilizados para análises meteorológicas e estudos sobre padrões climáticos na região.
O sistema opera por meio de uma parceria entre o poder público e uma empresa de tecnologia, sem repasse de recursos financeiros, e os dados são compartilhados com órgãos públicos, instituições de pesquisa e a população.











