O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a quarta fase da Operação Abutres, que investiga supostas fraudes em pedidos de indenização relacionados ao rompimento da barragem da Samarco, ocorrido em Mariana (MG), em 2015.
A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-Norte), com apoio da Assessoria Militar do MPES e do GAECO do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Nesta etapa, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Baixo Guandu (ES) e Aimorés (MG). Não houve decretação de prisões. O objetivo é apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações, que tramitam sob sigilo judicial.
A Operação Abutres foi iniciada em 29 de setembro de 2023, no município de Linhares (ES), quando o MPES cumpriu seis mandados de busca e apreensão para apurar suspeitas de fraudes em solicitações de indenização apresentadas à Fundação Renova por meio do Sistema Indenizatório Simplificado (NOVEL). Na ocasião, o foco foi a coleta de documentos, computadores e mídias para análise.
A segunda fase foi deflagrada em 30 de janeiro de 2025, nos municípios de Baixo Guandu (ES) e Aimorés (MG), com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão, também sem prisões. Já a terceira fase ocorreu em 16 de maio de 2025, novamente nas duas cidades, quando foram cumpridos nove mandados. Nessa etapa, além de documentos e equipamentos eletrônicos, foram apreendidos R$ 12 mil em espécie, 760 euros e três cheques que somavam R$ 88 mil.
Desde o início da operação, o Ministério Público já ofereceu denúncia contra cinco pessoas suspeitas de participação no esquema. De acordo com as investigações, os envolvidos teriam utilizado documentos públicos e particulares adulterados para dar aparência de legalidade a pedidos de indenização, com o objetivo de obter valores de forma indevida junto à Fundação Renova.











