O Espírito Santo fechou 2025 com a quarta menor taxa de desemprego do país e o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a desocupação no estado ficou em 3,3%, bem abaixo da média nacional, que foi de 5,6%.
O resultado coloca o Espírito Santo entre os estados com melhor desempenho no mercado de trabalho, atrás apenas de Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3%). No ranking nacional, o estado aparece empatado com Rondônia, mas mantém posição de destaque por também ter alcançado sua mínima histórica.
O levantamento considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação, como empregos com carteira assinada, trabalho informal, temporário e por conta própria. Só são classificadas como desempregadas aquelas que procuraram trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa.
Desemprego é baixo, mas informalidade ainda é alta
Apesar do bom desempenho na geração de empregos, o Espírito Santo ainda enfrenta desafios na qualidade dessas vagas. O nível de informalidade no estado ficou em 39% em 2025, acima da média nacional, que foi de 38,1%.
Na prática, isso significa que quase quatro em cada dez trabalhadores capixabas atuam sem direitos garantidos, como férias remuneradas, 13º salário, seguro-desemprego e contribuição previdenciária.
Ainda assim, o índice capixaba é menor que o observado em diversos estados do Norte e Nordeste, como Maranhão (58,7%) e Pará (58,5%), que lideram o ranking negativo.
Rendimento próximo da média nacional
O rendimento médio mensal dos trabalhadores no Espírito Santo foi de R$ 3.497 em 2025, valor ligeiramente abaixo da média nacional, que ficou em R$ 3.560.
O estado aparece na faixa intermediária do ranking brasileiro, atrás de unidades da federação com maior concentração de empregos formais e salários mais altos, como Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Santa Catarina (R$ 4.091).
Apesar disso, o rendimento capixaba supera o de vários estados do Norte e Nordeste, onde a média mensal fica abaixo de R$ 3 mil.
Cenário Nacional
O Brasil encerrou 2025 com taxa de desemprego de 5,6%, o menor índice já registrado desde o início da série histórica da Pnad Contínua. De acordo com o analista do IBGE, William Kratochwill, o resultado reflete o aquecimento do mercado de trabalho e o aumento da renda dos trabalhadores.
Ao todo, 19 estados e o Distrito Federal também atingiram suas menores taxas de desemprego da história. O desempenho reforça uma tendência de recuperação do emprego no país, com impacto direto em estados como o Espírito Santo, que se consolida entre os mercados de trabalho mais dinâmicos do Brasil.









