O guarda municipal Leandro Rodrigues, de 49 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (12) após passar mal. Ele havia passado por Teste de Aptidão Física (TAF) da Guarda Civil Municipal de Vitória. A atividade era realizada na área externa do Ginásio Tancredão, no bairro Mário Cypreste.
Segundo a corporação, Leandro recebeu atendimento imediato da equipe técnica que acompanhava o teste e foi levado para o Hospital Santa Casa de Misericórdia, mas não resistiu.
De acordo com o protocolo para servidores com mais de 45 anos, o teste consiste em uma caminhada de 2,6 quilômetros, com tempo máximo de 27 minutos para conclusão. Leandro completou o percurso em 11 minutos. Após finalizar a atividade e assinar a documentação, ele aguardava o término do teste dos colegas quando começou a se sentir mal.
A Guarda informou que o teste é realizado anualmente e exige a apresentação de atestado médico cardiológico, emitido há menos de 30 dias, comprovando aptidão para a prática de atividade física. O servidor havia apresentado o documento.
Leandro tinha mais de 20 anos de atuação na corporação. A Guarda Municipal lamentou a morte e prestou solidariedade à família e aos amigos.
Vereador pede mudanças no TAF
O vereador Dárcio Bracarense (PL) protocolou um projeto de lei que altera a norma vigente. Segundo o parlamentar, a proposta busca retirar a obrigatoriedade do Teste de Aptidão Física como requisito para promoção nas carreiras da segurança municipal.
Bracarense disse que a exigência deve permanecer apenas na fase de admissão ao serviço público. “O TAF é legítimo para ingresso, mas impor desgaste físico periódico, sem protocolos mínimos de segurança, especialmente a servidores mais experientes, é algo que precisa ser revisto”, afirmou.
A proposta deve tramitar nas comissões da Câmara Municipal antes de ir ao plenário.











