Multidão se reúne contra propostas da Anistia e Blindagem em Vitória

Uma manifestação política e popular aconteceu na tarde deste domingo, em frente à Assembleia Legislativa do Espírito Santo, em Vitória, contra o PL da Anistia e a PEC Blindagem. Com as presenças de membros do Partido dos Trabalhadores, PSOL e outros partidos mais alinhado ao espectro político de esquerda e centro esquerda, os participantes carregaram cartazes e usaram palavras de ordem com mensagens como “não à PEC da bandidagem”.

Multidão se reúne contra propostas da Anistia e Blindagem em VitóriaA maioria dos participantes se concentrou na calçada e escadaria da Ales impactando pouco o trânsito na Enseada do Suá. Com um trio elétrico algumas lideranças puderam discursas, como o deputado federal Helder Salomão (PT), que iniciou sua fala estendendo a bandeira do Brasil.

“Essa bandeira é a bandeira dos verdadeiros patriotas, é dos brasileiros. A deles é norte americana. É uma alegria ver o povo ocupando as ruas, porque a solidão do parlamento dói na alma e a gente vê os fascistas e os golpistas rindo e zombando daqueles que mais precisam. Quando a gente vê o povo nas ruas a gente tem certeza que estamos do lado certo da história. Essa mobilização que está começando hoje no Brasil é que vai derrotar a PEC da Blindagem. Nós sozinhos não conseguimos, mas essa mobilização em todo Brasil que vai derrubar a anistia”, disse Helder.

Ele acredita que os atos realizados em todo país vai provocar recuo dos projetos. “Sem anistia, sem anistia, sem anistia para golpista”, respondeu a multidão que ouvia o deputado.

A deputada estadual Camila Valadão (PSOL) comemorou o ato e o fato de a capital capixaba se somar às mobilizações nacionais. “É o povo brasileiro denunciando que o Congresso brasileiro é contra o povo brasileiro”, afirmou.

Multidão se reúne contra propostas da Anistia e Blindagem em Vitória

O deputado estadual e presidente do PT-ES, João Coser, avaliou de positiva o resultado da manifestação. “Reunimos movimentos sociais, partidos políticos, centrais sindicais, a classe artística, e toda a população capixaba, que reuniu para protestar com muita garra e determinação contra a PEC da Blindagem e a anistia. Estou muito feliz e agradecido a todos que se uniram a nós nesse movimento fantástico. Com certeza este dia vai entrar para a história como um marco em defesa da democracia e da justiça”, avaliou.

Coser reforçou que a bancada do PT no Congresso, os deputados estaduais e vereadores e vereadoras do partido são contra a anistia, contra a PEC da Blindagem. “Vamos continuar de prontidão nas ruas e nas redes”, disse.

Pela manhã, ocorreram os atos em Brasília e em capitais como Salvador, Belo Horizonte e Manaus. Já pela tarde, as manifestações ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, entre outras cidades.

Frentes de movimentos sociais, parlamentares e sindicatos recebem o apoio da classe artística, com shows marcados para durante as manifestações. Em Vitória, por exemplo, a representação artística ficou por conta do cantor Silva.

Os atos começaram a ser articulados entre terça (16) e quarta-feira (17), em meio ao avanço na Câmara dos dois projetos que estão na mira dos protestos.

Aprovada pela Câmara na terça, a PEC da Blindagem visa estabelecer um aval do Legislativo — e em votação secreta — para a abertura de processos judiciais contra parlamentares e estender o foro privilegiado a presidentes de partido.

E, na quarta, o plenário da Casa aprovou que um projeto de lei pela anistia a condenados pelo 8 de Janeiro e outros casos relacionados tramite em regime de urgência (ou seja: sem precisar passar pelas comissões temáticas da Câmara).

Ambos os projetos avançaram em paralelo, com apoio de partidos do centrão, em meio às insatisfações de deputados com a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre emendas parlamentares e processos que miram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — recentemente condenado por golpe de Estado — e aliados.

No Senado, a PEC da Blindagem deve tramitar sem urgência e ser apreciada inicialmente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde já enfrenta resistências — a começar pelo seu relator, Alessandro Vieira (PSD-SE), que é manifestamente contrário ao texto aprovado pela Câmara.

Já o PL da Anistia, agora conta com a relatoria de Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que tem articulado para transformar o projeto em uma ferramenta para diminuir penas de condenados. A estratégia que tem gerado críticas à direita.

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