Quem passa pela Orla de Camburi e está acostumado a ver a estátua de Iemanjá, há algumas semanas não consegue. E se a falta de iluminação não é entendida pela população, também seu motivo ainda é um mistério para a prefeitura.
O analista de marketing Weverton Oliveira mora no município há 10 anos e não se lembra de ver o píer de Iemanjá apagado uma noite sequer. “Estava caminhando pelo calçadão da praia de Jardim Camburi e o fato do espaço estar completamente apagado me causou certo estranhamento. Cheguei a imaginar que pudesse ter alguma relação com a quarentena, por conta da pandemia da Covid-19 e a questão de evitar aglomerações. Ainda assim, creio que não fazia sentido, já que o lugar, além de ponto turístico do Espírito Santo, é também local de expressão de fé”, diz.
Segundo a Prefeitura Municipal de Vitória (PMV), técnicos da Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran) estão apurando o motivo da falta de energia em parte do píer.
Para isso, existe a necessidade de reabrir as caixas de passagem de cabos de energia que foram concretadas para evitar furtos de cabos. “Esse trabalho será realizado pela empresa que faz a manutenção da rede elétrica. Assim que o problema for identificado, a correção será feita e a iluminação, restabelecida”, aponta PMV em nota.

Foto do Píer de Iemanjá tirada à distância mostra o local sem iluminação. Créditos: Weverton Oliveira.
O píer de Iemanjá é um espaço de manifestação de fé desde sua construção há 32 anos. O monumento foi concebido pelo artista Iannis Zavoudakis e encomendado pelo prefeito Hermes Laranja, para homenagear os praticantes de cultos afro-brasileiros no Espírito Santo. Desde sua inauguração, essa obra simboliza a luta contra a intolerância religiosa.









