No dia 2 de abril é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de promover informação, respeito e inclusão das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). No Espírito Santo, são mais de 51 mil pessoas com diagnóstico dentro do espectro, inseridas em uma realidade que envolve desafios diários, mas também potencialidades e histórias de superação.
De acordo com dados do Censo 2022 do IBGE, o Brasil possui cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo, o que representa aproximadamente 1,2% da população.
A data reforça a importância de enxergar a pessoa autista para além do diagnóstico, valorizando suas singularidades, autonomia e participação ativa na sociedade. Também chama a atenção para a necessidade de construir uma cultura mais inclusiva, que reconheça direitos e promova oportunidades em áreas como educação, saúde e mercado de trabalho.
Como forma de ampliar esse debate, a Federação das Apaes do Espírito Santo (Feapaes-ES) traz o tema como destaque no terceiro episódio da nova temporada do podcast Voz da Inclusão. O episódio propõe uma conversa acessível e informativa sobre o autismo, abordando desde o diagnóstico até as estratégias de inclusão no cotidiano.
“Falar sobre o autismo é abrir caminhos para o entendimento e para a empatia. Quando a gente amplia a informação, a gente reduz o preconceito e cria oportunidades reais de inclusão”, destaca Vanderson Gaburo, diretor social da Feapaes-ES.
Uma conquista recente e motivo de celebração no Espírito Santo é a implantação do Serviço Especializado de Reabilitação para Pessoas com Deficiência Intelectual e Autismo (SERDIA) nas Apaes capixabas. O serviço é resultado da articulação da Feapaes-ES junto a parceiros e do fortalecimento de políticas públicas voltadas à inclusão.
“Fomos protagonistas na articulação da lei que viabilizou o SERDIA e também na estruturação desse atendimento nas Apaes. É uma conquista construída ao longo de anos, de forma coletiva, e que hoje já impacta a vida de milhares de pessoas em todo o Espírito Santo”, destaca Vanderson.
O serviço fortalece a rede pública ao ampliar o acesso ao atendimento pelo SUS, com equipes multiprofissionais e atuação integrada nas áreas de saúde, reabilitação e desenvolvimento.
Na prática, o SERDIA garante acompanhamento contínuo, mais próximo das famílias e adaptado às diferentes fases da vida, um fator essencial para o desenvolvimento da autonomia e da qualidade de vida das pessoas com TEA.
“Estamos falando de milhares de pessoas e famílias que precisam de suporte contínuo. A autonomia não acontece sozinha. Ela precisa ser construída com acesso a serviços, acompanhamento qualificado e oportunidades reais de inclusão”, afirma.
Atualmente, o serviço já está presente em mais de 30 municípios capixabas, ampliando o acesso à reabilitação e promovendo mais qualidade de vida para pessoas com deficiência intelectual e autismo e suas famílias.









