Projeto “Nós no Parque” apresenta a tradição do chorinho para as crianças

Considerado o primeiro gênero musical brasileiro tipicamente urbano, o choro é o tema da próxima edição do Projeto “Nós no Parque: Explorando Contos Através da Música”. O evento vai acontecer no Parque Moscoso, em Vitória, neste domingo (19), a partir das 9h30, reunindo música instrumental com o violinista Hariton Nathanailidis e contação de histórias com a escritora Renata Bomfim. A realização é da Sonatha Produções, com patrocínio da Lei Rubem Braga, da Prefeitura Municipal de Vitória.

Esta será a quarta de um total de cinco edições temáticas que vão ocupar o Parque Moscoso, até o final do ano, sempre aos domingos, proporcionando às crianças e às famílias a possibilidade de conhecer e apreciar trabalhos musicais diferenciados, juntamente com histórias inéditas escritas especialmente para o projeto.

A escolha do choro como tema desta apresentação se deve a sua importância para a estruturação da música popular brasileira, conforme destaca o violinista Hariton Nathanailidis. “O choro foi uma das principais matrizes para o desenvolvimento de outros importantes gêneros da música brasileira, com destaque para o samba. Músicos como Pixinguinha, por exemplo, transitaram e foram fundamentais tanto para o choro quanto para o samba”, explica o músico.

Na visão de Hariton, o choro impulsionou o desenvolvimento de uma linguagem instrumental sofisticada, consolidando o uso de instrumentos como flauta, clarinete, cavaquinho, violão de 6 e 7 cordas, bandolim e percussão. “O chorinho não apenas influenciou, como também estabeleceu as bases rítmicas, melódicas e instrumentais que ajudaram a moldar a diversidade da música popular brasileira que conhecemos hoje”, acrescenta.

Nesta edição do Projeto “Nós no Parque”, o violinista vai apresentar quatro clássicos do chorinho acompanhado por músicos convidados: “Corta-jaca” (Chiquinha Gonzaga), “Pedacinho do céu” (Waldir Azevedo), “Odeon” (Ernesto Nazareth) e “Carinhoso” (Pixinguinha).

Contação de histórias
No espetáculo, os números musicais serão intercalados por uma história escrita e narrada pela escritora Renata Bomfim. Por meio da narrativa, o público poderá acompanhar a trajetória de uma família que encontra força e alegria para superar os desafios do dia a dia com amor e o cuidado de uns pelos outros. Os protagonistas serão Vitória e Ravi, uma menina e um menino que amam a natureza, e a Vovó Ester, que, além de deliciosos bolos, oferece histórias e sabedoria de vida para todos.

Os textos foram criados tendo como inspiração a Ilha de Vitória, que deu nome à menina e ao significado do nome Ravi, que sugere luz, força e alegria. Já o nome da vovó, de acordo com Renata Bomfim, é uma homenagem à escritora capixaba Ester Abreu Vieira de Oliveira, importante autora de livros infantis e atual presidente da Academia Espírito-santense de Letras (AEL).

Para Renata Bomfim, o espetáculo tem atrativos que certamente irão contribuir para a formação e desenvolvimento das crianças. “A arte é uma ferramenta poderosa de educação, sensibilização e promoção da saúde. Vitória e Ravi vivem diferentes aventuras a cada edição do projeto, sempre acompanhados de perto pela família e, de alguma forma, incluindo a comunidade ao seu entorno”, detalha.

O encontro entre a tradição do chorinho e a narrativa literária vai proporcionar uma programação especial para as crianças e para as famílias, observa Hariton: “O choro é um gênero tipicamente brasileiro e a nova geração, de maneira geral, não o conhece. Com esse projeto, contribuímos para difundir e preservar a identidade cultural brasileira”.

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