Acontece no mês de maio a eleição interna da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES) e tudo caminha para que o atual presidente, Idalberto Moro, seja reconduzido ao cargo. Apesar de o debate já acontecer há alguns meses, e mais fortemente em fevereiro envolvendo toda a diretoria, a reeleição não será de forma simples e automática. Até porque, dentro da entidade, que reúne 24 sindicatos – filiados nos setores lojista, atacadista, varejista, exportador e importador, de café e de eventos – há grupos insatisfeitos. Sobretudo no interior.
Nesta quinta-feira (9), a primeira reunião de alinhamento, em busca do consenso (pela reeleição ou não!), será realizada na própria sede da Fecomércio-ES, em, Vitória, com duas demandas prioritárias: que haja representantes do empresariado do interior e o compromisso de não haver nova reeleição. Esta, inclusive, foi uma das bandeiras que levaram Idalberto Moro ser eleito em 2022.
No histórico da Federação, entidade registrada em 28 de maio de 1954, o atual presidente é o quarto. O primeiro, Antônio José Domingues de Oliveira Santos, ficou por 15 anos, seguido por Hamilton Azevedo Rebello – por 23 anos -, e mais 16 anos de José Lino Sepulcri.
Segundo empresário e membro da diretoria que conversou com ES Hoje, além do histórico de presidentes que buscam se perpetuar no comando, a Fecomércio, tem apenas 24 sindicatos associados e 13 cadeiras na diretoria, além das suplências. Isso, segundo ele, impede que haja disputas. “Não cabe na Federação duas chapas, não temos diretores para isso. Mas é preciso regra para oxigenação e, neste momento, olhar para o interior, porque o Estado cresce fora da Grande Vitória”, afirmou.
A eleição acontece em maio e o mandato é de junho de 2026 a junho de 2030.









