A escalada das tensões no Oriente Médio, envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, já começa a provocar impactos na economia global e deve gerar reflexos também no Brasil. Em entrevista à Rádio ES Hoje, o analista de mercado e do agronegócio Matheus Magalhães explicou que o principal ponto de atenção neste momento é o Estreito de Hormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo.
Segundo o especialista, um eventual bloqueio ou instabilidade na região afeta diretamente o preço dos combustíveis e desencadeia uma reação em cadeia na economia.
“O Estreito de Hormuz hoje é um canal por onde passa cerca de 30% do petróleo mundial. Isso significa travar uma parte importante da base da economia moderna, porque ao afetar o combustível você impacta o frete e, consequentemente, pressiona a inflação”, explicou.
De acordo com a análise, a alta do petróleo já começa a pressionar os custos logísticos e pode impactar também o agronegócio, especialmente por causa do encarecimento dos fertilizantes e do transporte.
No Espírito Santo, os efeitos podem ser sentidos principalmente nas atividades ligadas ao comércio exterior e à logística portuária. O aumento do preço do combustível e do seguro marítimo tende a elevar os custos de exportação e de transporte de mercadorias.
O especialista afirma que, no curto prazo, o principal impacto deve ocorrer nos preços da energia e dos combustíveis. Já no médio prazo, a tendência é que os custos cheguem às prateleiras dos supermercados.
“O momento é delicado. Não é um alerta vermelho, o mundo não vai acabar, mas é um período que exige cuidado, atenção e calma nas próximas decisões”, afirmou.
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