A concessão do trecho da BR-101 entre o Espírito Santo e a Bahia continuará sob responsabilidade da empresa Ecorodovias Concessões e Serviços S/A. O novo contrato prevê a duplicação de 172 quilômetros da rodovia, a implantação de 41 quilômetros de faixas adicionais, 51 quilômetros de contornos e a construção de dois Pontos de Parada e Descanso (PPDs), voltados ao apoio e segurança dos caminhoneiros.
O diretor-geral de Concessões do Grupo Ecorodovias, Alberto Luiz Lodi, destacou que a empresa seguirá investindo na concessão, mesmo antes da assinatura oficial do novo contrato, prevista para o dia 29 de agosto. “O fato de já estarmos operando o trecho nos permite manter os investimentos e as ordens de serviço. A assinatura do novo contrato será apenas uma formalização, mas o trabalho já está em andamento”, afirmou.
Segundo Lodi, a Ecorodovias está acelerando as obras em andamento e iniciará novos projetos nos próximos dias. “Já estamos nos movimentando. É do nosso interesse dar agilidade às obras que estão em curso e iniciar outras conforme nosso planejamento. A expectativa é começar novas intervenções já na próxima semana”, disse.
Etapas do novo contrato
O novo contrato foi dividido em duas fases: uma inicial de três anos e outra de 21 anos. Nos três primeiros anos, a concessionária deverá executar as obras que já possuem licenciamento ambiental e projetos executivos aprovados pela agência reguladora. Essas obras são consideradas obrigações imediatas do contrato.
O diretor-superintendente da Ecovias do Atlântico, Roberto Amorim Junior, explicou que, nesse período inicial, serão duplicados 84 quilômetros da BR-101, incluindo os contornos de Ibiraçu e Fundão, e o trecho entre o trevo de João Neiva e o trevo de Safra, em Cachoeiro de Itapemirim. Estão previstas ainda passarelas, faixas adicionais, viadutos no contorno de Vitória e duas áreas de descanso para caminhoneiros.
Pedágio e terceira faixa
Durante a apresentação do novo plano de concessão, Roberto Amorim também comentou sobre a tarifa de pedágio e a implantação de terceiras faixas. Segundo ele, apesar de ainda não haver um projeto de licenciamento específico para o pedágio, essa etapa já está prevista contratualmente e será incorporada assim que houver aprovação.
Em relação às terceiras faixas, Amorim detalhou: “Está prevista a implantação de 41 quilômetros de faixas adicionais entre Linhares e a divisa com a Bahia, especialmente em trechos de aclive e declive, para permitir ultrapassagens mais seguras. No entanto, em Sooretama e na área da reserva — um trecho de aproximadamente 6 quilômetros, ampliado para 25 km com a zona de amortecimento — ainda não está prevista ampliação da capacidade. É um desafio que ainda estamos analisando para encontrar a melhor solução”.
Ele reforçou que, acima de Linhares, no norte do Estado, a concessionária deverá apresentar, até o terceiro ano após a assinatura do aditivo, um estudo de nível de serviço. “Esse estudo vai indicar se as terceiras faixas são suficientes ou se será necessária a duplicação. Há um gatilho contratual prevendo essa ampliação futura, caso o nível de serviço exija.”
Trecho sul e segurança
Sobre o trecho sul da BR-101, que vai até a divisa com o Rio de Janeiro, Amorim explicou que a duplicação está prevista para depois do terceiro ano da concessão. No entanto, ele reforçou que melhorias já estão previstas antes disso.
“Hoje, o maior número de acidentes ocorre em trechos já duplicados. Isso mostra que duplicar não é a única solução para reduzir acidentes. Vamos adotar outras medidas de segurança enquanto a duplicação não é iniciada. O trecho não ficará parado — há investimentos planejados desde já para melhorar a infraestrutura e a segurança viária”, finalizou.









