A produção industrial capixaba de agosto para setembro cresceu 0,2%, de acordo com os resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10). Contudo, quando comparada ao mesmo mês de 2020, a produtividade das indústrias no Espírito Santo registrou queda de -0,2%.
Além disso, a produção industrial caiu em nove dos 15 locais investigados pela PIM Regional, com a redução de 0,4%. Os maiores baques estão no Ceará (-4,4%) e Amazonas (-4,0%). Já os maiores avanços foram em Pernambuco (3,9%), Bahia (3,7%) e Região Nordeste (3,5%).
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De acordo com o IBGE, as indústrias extrativas no Estado contribuíram para a queda da produção em setembro de 2021, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, com um recuo de -26,5%. De acordo com a economista-chefe da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Marília Silva, essa queda fez com que o Estado perdesse dinamismo.
“Nos próximos meses, o cenário permanece desafiador para a atividade industrial, pois a economia global ainda está em recuperação. Há gargalos persistentes nas cadeias produtivas globais, que levaram a aumentos dos preços dos insumos em vários países e impactaram as cadeias logísticas mundiais”, explica Marília.
Papel e celulose em destaque

Linha de produção de tissue na unidade Mucuri da Suzano Papel e Celulose.
Por outro lado, a produção de papel e celulose e metalurgia registraram os maiores aumentos, com uma variação de 42,7% e 22,7%, respectivamente. Em seguida, estão as indústrias de transformação e as que fabricam produtos alimentícios, com alta de 16,7% e 16,1%, respectivamente.
“Em relação a esta última, segundo o último relatório da Suzano S.A, mesmo com a sazonalidade negativa característica deste período e com o arrefecimento da demanda na China no terceiro trimestre deste ano, a empresa expandiu o volume de vendas de celulose em função da maior demanda da Europa e da América do Norte por commodity”, explica a economista-chefe da Findes.
Em contrapartida, o IBGE não informa sobre as atividades industriais que contribuíram para o crescimento perto de zero da produção industrial no Espírito Santo de agosto para setembro deste ano.
Construção Civil

(Foto: Pixnio/Bicanski)
Também nesta quarta, o IBGE divulgou o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi). Em outubro, o custo médio no Espírito Santo ficou em R$ 1.366,19, sendo o maior em 12 meses, e menor do que a variação mensal da região Sudeste (R$ 1.551,51).
No país, o custo da construção, por metro quadrado (m²), passou de R$ 1.475,96 em setembro para R$ 1.490,88 em outubro, sendo R$ 888,45 relativos aos materiais e R$ 602,43 à mão de obra. A parcela dos materiais subiu 1,27%.
Já a da mão de obra, com taxa de 0,64% e um acordo coletivo observado, apresentou alta de 0,24 ponto percentual frente ao índice de setembro (0,40%). Comparado a outubro de 2020 (0,04%), houve alta de 0,60 ponto percentual.
Foto em destaque: CNI/José Paulo Lacerda









