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Empresa de atenção domiciliar cresce na pandemia, com aquecimento do setor

Ficar em casa é a melhor maneira de se prevenir contra o coronavírus. Dessa forma, marcar ou encaixar um horário no médico se tornou um hábito pouco usual, dando espaço ao teleatendimento e ao cuidado em domicílio, para evitar se expor ao vírus.

Com essas mudanças comportamentais e, também, pelo envelhecimento da população, o serviço de atenção domiciliar — mais conhecida como home care — cresce há pelo menos três anos, conforme mostra o Censo 2018/2019 do Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (Nead) realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Esse segmento de cuidado médico e multiprofissional em domicílio, de acordo com dados da pesquisa, cresceu 22,8% no Brasil — saltando de 676 para 830 estabelecimentos de 2018 para 2019. A partir desse aquecimento, a empresa Pronep Life Care, presente no Espírito Santo há mais de dez anos, aproveitou a elevação do mercado e, em 2021, na comparação entre janeiro e fevereiro, registrou aumento de 12%. Já entre fevereiro e março, a procura triplicou (36%).

O diretor executivo da empresa (CEO), Hyran Godinho, explica que a Pronep Life Care, como parte de uma estratégia de crescimento, lançou novas modalidades de atendimento. “Abrangem tratamento com medicações de alta complexidade, até então administradas somente em clínicas e hospitais, além de monitoramento, vigilância clínica e logística”.

“Durante a pandemia, desospitalizar significa salvar vidas. Nesse contexto, estruturamos em tempo recorde novas modalidades de atendimento específicas para pacientes com Covid-19 que precisam ser internados ou que têm quadro estável e podem se recuperar em casa”, contou o diretor executivo, que ainda pontuou que a empresa também aprimorou estudos para antecipar a alta de pacientes em UTIs.

Serviços em crescimento

Empresa de atenção domiciliar cresce na pandemia, com aquecimento do setor
Hyran Godinho, CEO da Pronep Life Care — (Foto: Divulgação/Pronep Life Care)

Porém, esses serviços adotados durante a pandemia ainda não estão sendo ofertados no Espírito Santo, explica Godinho. Por outro lado, o diretor executivo da empresa esclarece que “adequações necessárias” já estão sendo avaliadas com operadoras de saúde, fornecedores e prestadores de serviço para que essa expansão possa ocorrer além do eixo Rio-São Paulo.

Aliado a isso, está o crescimento do setor mesmo no pós-pandemia. Godinho, por sua vez, acrescenta dois fatores que contribuem para isso: mudanças comportamentais e envelhecimento da população.

Segundo o diretor executivo da empresa, mais de 10% da população brasileira é composta por idosos e o comportamento das pessoas vem “mudando por conta do distanciamento social e de todas as alterações macroeconômicas que a gente teve, e tem, por conta da pandemia”.

“Os cuidados com a saúde também estão em plena transformação. Cada vez mais os médicos vão ao encontro do paciente. Os próprios profissionais de saúde valorizam essa opção, por acreditarem ser uma solução que contribui para a liberação de leitos hospitalares e até mais segura. Especialmente em tempos de pandemia”, ressaltou Godinho.

Por conta desse período atípico, os profissionais precisaram se reorganizar e passam, há mais de um ano, por novos comportamentos. Entretanto, as soluções encontradas pela empresa variam a partir da complexidade do paciente, como: (1) nos casos de baixa complexidade, o teleatendimento, ou cuidado remoto, se tornou uma alternativa viável pelos agentes de saúde; (2) para a equipe de Atenção Domiciliar, além de treinamento e orientação, foram disponibilizados os Equipamentos de Proteção Individuais (EPI); (3) no caso dos pacientes que foram hospitalizados e evoluíram satisfatoriamente foi necessário avaliar a continuidade do cuidado no domicílio sob acompanhamento das equipes multidisciplinares.

“Na ocasião foram instituídas medidas de precauções para a equipe e pacientes, garantindo que todos os profissionais sejam capacitados para uso de EPI, além de orientações para prevenção da transmissão de agentes infecciosos no domicílio e reforço contínuo dos cuidados”, relatou o diretor executivo.

Foto de capa: Reprodução/Pronep Life Care

Matheus Passos
Matheus Passos
Graduado em Jornalismo pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no ESHoje desde abril de 2021. Atualmente também apresenta e produz o podcast ESOuVe. Ingressou como estagiário em junho de 2019. Antes atuou na Unidade de Comunicação Integrada da Federação das Indústrias do Estado (Findes).

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