PIB do Estado cresce e chega a R$ 113 bilhões; Região Metropolitana lidera ranking

PIB do Estado cresce e chega a R$ 113 bilhões; Região Metropolitana lidera ranking
Coordenador de Estudos Econômicos do IJSN, Antônio Ricardo Freislebem da Rocha e Diretor de Integração e Projetos Especiais do IJSN, Pablo Lira, explicaram os dados. (Foto: Assessoria de Comunicação/IJSN)

Foi apresentado na manhã desta sexta-feira (13) no Instituto Jones dos Santos Neves, dados referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) dos 78 municípios capixabas de 2017. Em comparação com 2016, no total, o PIB do Estado cresceu 0,5%, o que representa R$113,4 bilhões.

Nos municípios, Vitória, Serra e Vila Velha foram responsáveis por 43,9% de todo PIB do Espírito Santo.  A capital liderou com 17,87%, a cidade serrana com 16,35% e Vila Velha fechou o trio com 9,7%.

No quesito PIB “per capita”, apenas Vitória representa a Região Metropolitana no topo. Presidente Kennedy com R$292.397,08; Itapemirim com R$ 90.330,08; e a capital com R$ 55.779,18 lideram, respectivamente.

Painel interativo

PIB do Estado cresce e chega a R$ 113 bilhões; Região Metropolitana lidera ranking
Quadro encontrado no portal do Instituto

Na ocasião, o Instituto  também lançou em seu site uma ferramenta interativa. O intuito otimizar a comparação entre dados de todos os municípios do Espirito Santo desde 2002. Para ter acesso basta acessar o site clicando aqui.

Tragédias

As barragens que se romperam em Mariana-MG em 2015 e Brumadinho neste ano impactaram economias municipais capixabas. Segundo o diretor de integração e projetos especiais, Pablo Lira, o setor extrativo foi o mais impactado.

“Nesse período considerando os dados de 2017 a gente observa o impacto das tragédias ambientais. Os desdobramentos do rompimento da barragem de Mariana tem uma repercussão direta no nosso setor secundário especificamente da indústria extrativa, isso já impactou o PIB do estado e municípios ligados a esse segmento da indústria. No estado, temos Anchieta, que teve a paralisação das atividades da Samarco e agora temos uma possível retomada dessas atividades para o ano de 2020, isso é muito positivo para a economia do estado do Espírito Santo”, disse.

Para se ter ideia, em 2015 o PIB interno do município chegou a R$ 2,7 bilhões. Após o rompimento da barragem, no ano posterior, houve uma queda e chegou a R$ 713 milhões. Já em 2017, um leve acréscimo levou a cidade a ter R$ 800 milhões em seu Produto Interno Bruto.

Regiões

Em relação às regiões, a Metropolitana teve a maior retração em relação às demais caindo de 60,8% em 2008, para com 55,1% em 2017. Em contrapartida, a Centro-Oeste teve a maior expansão com 5,3%. O Coordenador de Estudos Econômicos do IJSN, Antônio Ricardo Freislebem da Rocha avaliou como positiva essa diversificação.

“A Região Metropolitana já concentra uma parcela muito significativa do PIB Estadual, a partir do momento em que você consegue crescer e diversificar essa estrutura produtiva para os outros municípios e suas microrregiões, isso é importante para o desenvolvimento do estado como um todo”.

Municípios em ranking nacional

Também nesta sexta-feira (13) o IBGE divulgou o Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios Brasileiros 2017. Em 2017, três municípios capixabas permaneceram entre os cem maiores em relação ao Produto Interno Bruto (PIB): Vitória (42º), Serra (48º) e Vila Velha (90º), embora todos tenham perdido posições no ranking.

Em relação ao PIB per capita, o município de Presidente Kennedy, que era o 17º colocado no país em 2016, subiu para o 4º lugar em 2017. Entre as capitais, no ranking de maior PIB per capita do país, Vitória caiu do 2º para o 3º lugar, atrás de Brasília e São Paulo.

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