Um grupo de pais de estudantes das redes particulares e públicas de ensino organizou um protesto em frente ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo às 15h30 desta quinta-feira (22) para pedir o retorno das aulas presenciais. As organizadoras, que se dizem de luto pela educação, garantem que as medidas sanitárias, entre elas o uso de máscaras e distanciamento social, serão respeitadas.
Graziele Caliman Selvatici Steffen, umas das coordenadoras do movimento, explica que o objetivo da manifestação é fazer com que a educação se torne um serviço essencial, pleiteando a reabertura de escolas públicas e privadas.
“Não podemos permanecer com a incoerência de setores, por exemplo, os shoppings, serem considerados essenciais enquanto a educação é deixada de lado. As crianças têm sofrido prejuízos muito grandes e estudos demonstram que, principalmente crianças carentes, que estão expostas nas ruas, sem internet para estudar, ficam até sem ter o que comer. Também há um prejuízo cognitivo, emocional e que propicia o desenvolvimento de doenças psicossomáticas”.
A coordenadora do grupo também afirmou ao ESHOJE que o êxodo escolar está aumentando e, também, casos de crianças que são abusadas em casa.
“Números de crianças abusadas está aumentando, sabemos por relatos boca a boca. O relato de abusos diminuiu porque eles eram feitos nas escolas, que um caminho de segurança para as crianças relatarem os abusos. Não apenas a questão das aulas é prejudicada, mas são muitas perdas nesse momento”.
Graziele também explica que o movimento não pretende tirar o direito de nenhuma família escolher se quer ou não mandar seus filhos para a escola no atual momento da pandemia. “Nós defendemos a volta às aulas em formato híbrido, e não 100% presencial. As famílias tem total direito de escolher se sentem seguras ou não para mandar os filhos para a escola. Não queremos tirar os direitos de mantê-los em casa, mas queremos garantir o direito de levá-los para a escola em alguns casos”.
Ela também explica que o objetivo da manifestação não é gerar tumulto, e sim simbolizar a demanda de forma pacífica. O protesto seguirá a mesma linha do que foi realizado na última segunda-feira (19), em frente à Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). O grupo utilizará cartazes, faixas, cadeiras e balões pretos para simbolizar o luto. Atualmente, o movimento conta com cerca de 3.300 associados.
De acordo com a mais recente matriz de risco no Espírito Santo, as aulas presenciais estão liberadas apenas em municípios na classificação de risco moderado. Nos de risco alto é permitido apenas o atendimento individual aos alunos, de forma presencial. Em locais considerados de risco extremo a educação funciona apenas de maneira remota.









