Quarentena “mais apertada”: empresários temem ações de criminosos durante semana de fechamentos

Com o anúncio do governador Renato Casagrande (PSB) para proibição de funcionamento de comércios e circulação de transporte público, as ruas ficarão mais vazias. O lado positivo da medida é a redução de interação entre as pessoas, mas, por outro lado, sem movimento, ações criminosas podem aumentar.

É o que temem os empresários que terão que manter seus estabelecimentos fechados. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP), o policiamento será feito em todos os centros comerciais, com o objetivo de evitar saques e furtos. 

Maxwel Teixeira não esconde sua preocupação. A loja de fogos de artifício em que trabalha está fechada desde o início da quarentena. Ele teme por ela porque, para ele, o centro de Vila Velha está abandonado. “Agora, com tudo parado e fechado, o medo aumenta ainda mais”, diz.

Teixeira já carrega esse receio porque no ano passado, durante a pandemia, uma de suas lojas foi arrombada e os bandidos levaram o aparelho de ar condicionado. A partir disso, a quantidade de câmeras foi aumentada e o serviço de alarme foi melhorado.

Já neste ano, em fevereiro, outro pólo também foi invadido e a bagunça foi feita. A falta de respeito dos vândalos ocasionou no equipamento de segurança danificado. Agora, a única coisa que ele consegue sentir é a insegurança!

Além dele, uma fonte que preferiu não se identificar está preocupado com seu estabelecimento. Para evitar que o negócio seja alvo de criminosos, ele investiu em segurança. “Contratei uma empresa de segurança 24 horas. Além disso, solicitei a retirada de todos os itens de valor que podiam ser carregados. Eles só voltarão após a quarentena”, conta. 

A equipe da Loja Infantil InfanZia está extremamente apreensiva. Para uma maior proteção, o modo encontrado foi investir em câmeras de segurança. Além de temer os assaltos, o local ainda passa por dificuldades financeiras, uma vez que os lucros caíram 50% desde o início da pandemia no ano passado.

De acordo com a Sesp, não há registros de arrombamentos na quarentena realizada em março de 2020. Além disso, a Secretaria de Segurança afirma que as estatísticas mostram que os casos no período, tanto de roubo, quanto de furto a comércios, reduziram. 

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