Suposta fraude no Porta a Porta pode parar em CPI na Câmara de Vitória

Suposta fraude no Porta a Porta pode parar em CPI na Câmara de Vitória
Porta a Porta. (Foto: Divulgação/PMV)

Criado para facilitar a locomoção de pessoas com deficiência ou  mobilidade reduzida, o programa Porta a Porta, da prefeitura municipal de Vitória, pode ir à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

A empresa terceirizada que faz o serviço foi denunciada por cometer uma possível fraude nas viagens do programa. Nesta quinta-feira (7), em sessão remota, os vereadores irão votar pela instauração da CPI.

O autor das denúncias foi o vereador Roberto Martins (REDE) que em julho de 2019 recebeu a informação de passageiros do Porta a Porta de que a empresa HR Rent a Car estaria fazendo viagens, mesmo canceladas, para não perdê-las e computá-las na base de dados.

No mesmo ano, Martins tentou levantar assinaturas para iniciar uma CPI, mas obteve apenas três (a dele mesmo e mais duas) das cinco necessárias para ir à votação.

No mês de abril, o vereador reapresentou as denúncias acrescidas de falas de motoristas do programa e conseguiu o apoio de mais quatro nomes para dar andamento no processo: Davi Esmael (PSB), Sandro Parrini (DEM), Mazinho dos Anjos (PSD) e Cleber Felix (DEM).

Suposta fraude no Porta a Porta pode parar em CPI na Câmara de Vitória
Roberto Martins, vereador que elaborou a denúncia. (Foto: Divulgação)

“É lamentável que um serviço tão importante como o Porta a Porta tenha sido negligenciado pelo Poder Púbico a ponto de pessoas não serem atendidas por conta do pagamento de  viagens não realizadas, aparentemente fraudadas pela empresa. Eu espero que mediante esses fatos novos toda a responsabilidade seja apurada e que os envolvidos respondam, administrativamente e judicialmente se for o caso, por seus atos”, afirmou Martins.

Motoristas na bronca

Em uma reunião com motoristas, o vereador autor das denúncias soube que os salários dos profissionais estavam atrasados e que a frota de 18 veículos determinada pela Justiça para atuar nunca funcionou neste número. Segundo ele, além disso, ao saber da manifestação dos trabalhadores, a empresa demitiu dois que participaram da conversa.

Como funciona

Suposta fraude no Porta a Porta pode parar em CPI na Câmara de Vitória
(Foto: Divulgação/PMV)

Carlos Henrique Remédios, que liderou os motoristas para que tivessem a reunião com Roberto Martins, foi um dos demitidos. Segundo ele, a empresa realizava um serviço que na verdade não prestava.

“Mesmo em caso de cancelamento, a orientação era para que fossemos próximo ao local para que a empresa pudesse receber a viagem. Se vocês pegarem os formulários verão que não há cancelamentos. Nós tínhamos de anotar a caneta a palavra ‘faltou’. Desta forma, o pagamento era feito com base no que o GPS  apontava. Na prática a empresa, recebia por um serviço que não tinha prestado”, disse.

Procurada, a Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana informou que notificou a empresa para que informe a situação de pagamento dos funcionários, assim como a manutenção dos postos de trabalho com a suspensão de contratos de trabalho. Além disso, aguarda, ainda nesta quinta-feira (7), resposta da notificação para que sejam tomadas novas providências. Já a empresa HM Rent a Car, situada em Marataízes, não deu respostas sobre o caso.

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Comentários
  1. O tal do ser humano é uma coisa inexplicável. Depois falam dos políticos. Não importa o cargo ou posição social, a pessoa quando é mau caráter vatua em qualquer área.

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