
Um grupo de cerca de 17 jovens realizou uma festa na noite dessa terça-feira (5) em uma casa de eventos em Meaípe, no município de Guarapari. Um vídeo enviado ao ESHOJE (veja abaixo) mostra um dos jovens dizendo que iria para a casa de alguém “passar coronavírus”, e outro falando: “eu bebo sim, eu bebo mesmo, enquanto muita gente tá morrendo, sou eu que tô bebendo”.
Desde o dia 13 de março, por meio de um decreto do Governo do Estado, está suspensa a realização de eventos e atividades com a presença de público que envolvem aglomeração de pessoas para conter o contágio por Covid-19 (novo coronavírus). No entanto, de acordo com uma jovem, que preferiu não se identificar, essa é a segunda festa que os mesmos jovens realizam em menos de 15 dias.
Vale ressaltar que no mesmo dia o Brasil bateu o recorde de 600 mortes em decorrência da doença em 24 horas. No Espirito Santo, o registro de óbitos chegou a 10, sendo o 3º maior no período de 24 horas. Já em Guarapari, onde a festa aconteceu, o número de casos confirmados passou a marca de 50, sendo três óbitos por Covid-19.
Em uma mensagem obtida por ESHOJE um dos jovens que estava na festa levou todo o ocorrido na brincadeira e tratou a situação como marketing positivo para um empreendimento próprio. “Vou ficar famoso, que lindo. Já vou postar que vendo álcool em gel. Melhor captação de cliente”.

Segundo uma moradora do município que ligou para diversos órgãos de fiscalização, inclusive o Disque Silêncio do município, nada foi feito nas duas festas, que aconteceram em menos de duas semanas. “Eles ficaram impunes na festa anterior, e nessa festa eles zombaram da pandemia. Isso pra mim é um desrespeito, porque teve gente que perdeu familiares nesse processo todo. Então a gente não tem confiança nos órgãos aqui do município e que vai acontecer alguma com eles, por se tratarem de brancos de classe média e de uma casa de shows de elite”, disse a moradora que preferiu não se identificar.
Outra jovem conta que chegou a ligar diversas vezes para o Disque Silêncio; segundo ela, o órgão disse que uma equipe da fiscalização já havia ido ao local e tinha encontrado seis pessoas na festa e que não poderiam fazer nada. “Uma amiga minha ligou e a moça do disque silêncio disse que já tinham ido lá e que tinham seis pessoas na festa, que era uma festa pequena e não podiam fazer nada. Eu liguei pra eles e quando falei o nome do lugar a moça já começou a dizer que não podiam fazer nada, porque tinham poucas pessoas. Eu interrompi ela e disse que só nos vídeos das redes sociais eu tinha contado 17 pessoas”, contou a jovem que também preferiu não se identificar.
Outro lado
Em nota a Prefeitura Municipal de Guarapari (PMG) informou que “através do Disque Silêncio, realizou operação no local, na noite do fato, e notificou o proprietário. Houve encerramento da festa. Caso haja descumprimento, poderão ser aplicadas outras penalidades, como interdição. A Secretaria de Postura e Trânsito também irá ao local nesta quarta-feira (06)”. No entanto, em uma outra nota enviada ao ESHOJE, a prefeitura informou que “medidas como multa também serão adotadas”, mas ao ser questionada sobre o valor e mais detalhes sobre a penalidade retirou o trecho da declaração.
De acordo com um jovem, que não quis se identificar, e conhece grande parte dos que estavam na festa, o que mais irrita nos vídeos são as provocações. “Quando vi os vídeos, senti muita raiva. Estamos em um momento extremamente sensível que torna necessária a colaboração de todos para mitigar os danos futuros. Estou seguindo as normas de distanciamento social há muito tempo. Estou, inclusive, longe da minha família e amigos. Saber que existem pessoas na cidade agindo dessa forma nos faz sentir impotentes demais”, disse.
Outra moradora relata que é triste ver pessoas indo em praias, andando de bicicleta, fazendo festa, como se nada estivesse acontecendo. “Quando denunciamos e reclamamos sobre o tipo de atitude, recebemos sempre um ‘cuida da sua vida’, ‘cada um com o seu’, mas é nessas horas que as pessoas se esquecem do significado de saúde pública, que é uma responsabilidade coletiva, e não somente problema de cada um que quiser quebrar a quarentena”, ressaltou.
Também em nota, a Prefeitura de Guarapari ressaltou que “está proibida a realização de eventos, festas e atividades similares, ainda que previamente autorizadas, que envolvam aglomeração de pessoas, independentemente do quantitativo, tais como eventos desportivos, comemorativos, institucionais, shows, feiras, eventos científicos, passeatas e afins, enquanto durar o Estado de Emergência em Saúde Pública em decorrência da Pandemia do novo coronavírus (Covid-19)”.
E ainda disse que “considerando o aumento dos casos confirmados da Covid-19 no município, a Prefeitura de Guarapari reforça a necessidade do isolamento social e conta com o apoio da população, para auxiliar no combate à pandemia”.
Veja o vídeo:










Não quero o mal e ninguém. Mas gostaria de notícias depois dos pais, avós entre outros parentes desses infelizes que estão cagando e andando para suas vidas. Mas se fosse só a vida deles a serem prejudicadas estava bom.