Doenças cardíacas são responsáveis por duas mil internações no Espírito Santo

Órgão tão vital para a sobrevivência, o coração ‘apanha’ mais do que bate. Isso porque muitas pessoas não cuidam dele – e não se trata de sentimento, mas de prevenção. Tamanha sua importância, o coração tem um dia para chamar de seu: 29 de setembro.
No Espírito Santo existem algumas doenças que afetam muito a população, segundo o cardiologista Werther Clay Monico Rosa, referência da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

“As doenças que mais afetam os capixabas são o infarto do miocárdio (IM), Acidente vascular cerebral (AVC), doença crônica das artérias coronárias e as miocardiopatias, sendo o infarto e o AVC as duas principais causas de internação”.

Em 2023, o infarto teve uma incidência de 90 internações por 100 mil habitantes/ano, isto é, cerca de 3,4 mil internações. Em 2024, com dados ainda não consolidados, tem-se uma incidência de 53 internações por 100 mil habitantes/ano, cerca de 2 mil internações.

Em relação ao AVC, a Sesa afirma ainda que em 2023 o coeficiente de incidência foi de 61 internações por 100 mil habitantes/ano, isto é, cerca de 2,3 mil internações. Em 2024, o coeficiente está em 24 internações, sendo o dado ainda não consolidado, com aproximadamente 900 internações.

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As demais doenças, como a crônica das artérias coronárias e as miocardiopatias, têm coeficientes semelhantes, entre 12 a 16 internações por 100 mil habitantes/ano, entre 460 e 610 internações por ano.

Quem não cuida da saúde, vai ter que tratar a doença. Parece óbvio, mas diversos males do coração são silenciosos como a pressão alta, outras, são confundidas com problemas em outros órgãos. O ideal é antecipar. “Existe uma linha de ação completa que vai desde a prevenção, passando pelo diagnóstico precoce, tratamento em níveis crescente de complexidade, básico, médio e elevado e reabilitação”, disse Werther Clay.

O infarto e o AVC, do ponto de vista da população, é o que mais prejudica. “O que há de melhor para reduzir os riscos é vasculhar os fatores de risco da população e modificar o que pode. O fator de risco mais comum é a pressão alta. Apenas 30% sabem que tem pressão arterial e desses, apenas 10% têm a pressão controlada. É uma doença conhecida, a medicação está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e ainda assim não chega a décima parte dos pacientes com pressão controlada”.

O diabetes é outra doença com fator de risco importante. “É preciso tratar desde cedo, fazer exercício físico, mudar a alimentação, perder peso e esse tipo de conduta constante é difícil, viver dentro da dieta. Do ponto de vista populacional essas são as coisas mais importantes. Como o infarto e AVC tem apresentação aguda, que acontecem de emergência, as ações que o estado tem é uma rede de urgência e emergência para encaminhar para a referência que é mais adequada”.

“O paciente deve ser acolhido na Unidade de Saúde, mas especialmente nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) e PA, porque eles têm estrutura para identificar, fazer os procedimentos iniciais e encaminhar para os hospitais de referência. O paciente não deve ir direto ao hospital porque ele mesmo não sabe como procurar, o ideal é a UPA mais próxima dele. Cada município tem os PAs, distribuídos nos bairros e cada um tem uma rede pré-definida para onde deve encaminhar o paciente de acordo com o quadro clínico que apresenta no momento. Essa distribuição de quem atende o que, e quais os recursos a serem empregados é a principal arma que a Sesa tem para atender pacientes com essas doenças que mais matam”.

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