Estima-se que existam no mundo dezenas de milhares de plataformas e centenas de milhares de ferramentas disponíveis que utilizam Inteligência Artificial. As informações não são precisas, mas, nas fontes que pesquisei, o número de empresas ativas em IA no mundo varia entre 90 mil e 212 mil, apesar de diariamente surgirem novas empresas.
Apesar da minha idade, utilizo diariamente diversas inteligências artificiais na minha vida pessoal, profissional e empresarial. É comum me perguntarem: qual é a melhor IA? A minha resposta é sempre a mesma: depende do que você quer fazer. Cada ferramenta apresenta maior especialização em determinados temas e tipos de tarefas.
Resolvi, então, fazer um pequeno experimento prático. Elaborei dez perguntas básicas sobre o Brasil — daquelas que qualquer pesquisa simples no Google responderia com facilidade — e submeti esse questionário a seis diferentes plataformas de inteligência artificial.
O resultado foi, no mínimo, curioso, pois nenhuma acertou 100% das respostas.
As duas melhores colocadas, com nove acertos e apenas um erro, foram a Copilot (Microsoft) e a Gemini (Google). A Copilot errou a população do Brasil. Já a Gemini não soube informar o saldo da balança comercial brasileira, ou seja, exportações menos importações.
Em segundo lugar, com oito acertos e dois erros, ficaram empatadas o ChatGPT e a chinesa DeepSeek. No caso do ChatGPT, o comportamento foi interessante: informou corretamente a data de nascimento do cantor Roberto Carlos, mas, quando trouxe a informação para o ano de 2026, errou uma simples conta matemática ao calcular sua idade. Além disso, apontou o rio Amazonas como o maior em extensão dentro do Brasil, quando, na verdade, considerando apenas o território nacional, o maior é o rio São Francisco.
Já a DeepSeek afirmou que não conseguia informar o saldo da balança comercial e, quando pedi que estimasse, errou de forma bastante significativa. Também errou a idade de Roberto Carlos, utilizando dados defasados de um ano anterior.
Em quinto lugar ficou a Perplexity, com sete acertos e três erros. Todos os seus erros vieram de informações aparentemente retiradas da Wikipedia: errou a população do Brasil, o maior rio em extensão no território nacional e o saldo da balança comercial.
Na última colocação veio a Meta, com apenas cinco acertos. Fiquei realmente surpreso quando ela afirmou não encontrar informações atualizadas sobre quem é o vice-presidente do Brasil. Também não soube informar a população brasileira, orientando-me a consultar o IBGE; errou a população de São Paulo e novamente indicou que eu buscasse fontes externas. Quanto ao saldo da balança comercial, não conseguiu informar nem estimar.
Errou também a pergunta sobre o maior rio em extensão do país.
Esse pequeno teste mostra que precisamos ter extremo cuidado ao tratar respostas de IA como se fossem 100% confiáveis. Não é por acaso que praticamente todas elas finalizam suas respostas alertando que podem cometer erros.
Entre todas as perguntas, apenas quatro foram acertadas por todas:
– o nome oficial do país, República Federativa do Brasil;
– o ano do suicídio de Getúlio Vargas, 1954;
– o menor estado em área, Sergipe;
– e a capital do Espírito Santo, Vitória.
Conclusão: nem mesmo entre as seis principais inteligências artificiais foi possível obter 100% de acerto em apenas dez perguntas simples. A tecnologia é extraordinária — mas ainda exige senso crítico humano, além de muito aperfeiçoamento para a busca de informações corretas.










