O segundo turno na Serra, que acontece no próximo domingo (27), entre Weverson Meireles (PDT) e Pablo Muribeca (Republicanos) terá a ampla participação de puxadores de votos e os campeões de sufrágios, por bairros, aos postos de vereador terão participação fundamental para a concretização dos resultados.
Por meio das informações disponibilizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ES Hoje em Dados analisou o placar de votação nos 75 colégios eleitorais do município da Serra.
Esses conteúdos revelam que aliados de Weverson Meireles foram os mais votados em 43; de Audifax Barcelos (Progressistas), em 16; de Muribeca, em 13; de Igor Elson (PL), em dois, e do Professor Roberto Carlos (PT), em um.
Analisando somente o quantitativo, fica claro que Weverson possui vantagem numérica, especialmente por ter aliados que foram muito bem em colégios muitos significativos, como em Feu Rosa, com Henrique Lima (Podemos).
Há de se atentar que outro aliado do pedetista, o correligionário e presidente da Câmara da Serra, Saulinho da Academia (PDT), foi o que mais liderou votação em bairros (sete).
Do ponto de vista de Muribeca, ele pode ter como trunfo a força de Antônio CEA (Republicanos), que foi o líder de sufrágios na região de Jacaraípe, uma área fundamental para a definição do pleito. Destaca-se ainda o ex-presidente da Câmara Rodrigo Caldeira (Republicanos), campeão em duas regiões e justamente em Carapina, outro polo populoso.
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Os adversários também estão observando para onde irão os votos de aliados de Audifax Barcelos no primeiro turno. Dos oito aliados que tiveram domínio nos 16 bairros, quatro são do PSDB, que anunciou apoio a Weverson no segundo turno. A progressista Andréa Duarte, que obteve êxito em três territórios, foi outra a anunciar apoio a Weverson.
Ao todo, dos 75 colégios eleitorais, a Serra se deparou com 42 candidatos que gabaritaram uma ou mais vezes nos bairros. Desse total, 17 foram eleitos: Saulinho da Academia (PDT), Antonio CEA (Republicanos), Paulinho do Churrasquinho (PDT), Jefinho do Balneário (Podemos), Teilton Valim (PDT), Andréa Duarte (Progressistas), Rafael Estrela do Mar (PSDB), George Guanabara (Podemos), Leandro Ferraço (PSDB), Pastor Dinho Souza (PL), Rodrigo Caldeira (Republicanos), Cabo Rodrigues (MDB), Cleber Serrinha (MDB), Dr. William Miranda (União Brasil), Fred (PDT), Henrique Lima (Podemos) e Professor Renato Ribeiro (PDT).
Outros 23 ficaram como suplentes: Adriano Galinhão (União Brasil), Dorio Pantanal (PSDB), Juninho Barata (Podemos), Professor Alex Bulhões (Progressistas), Alexandre da Ração (Republicanos), Altair Candeias (Podemos), Anderson Santiago (Republicanos), Bruno Rodrigues (PSD), Darcy Junior (Republicanos), Fabão da Habitação (PSDB), Guilherme Lima (PSB), Kennedy Tatu (Rede), Marcelo Leal (MDB), Renatinho Donato (Podemos), Robinho Gari (MDB), Rodrigo Caçulo (Republicanos), Rogerinho (MDB), Rubinho de Taquara (PV), Vinicius Matias (Podemos) e Wilian da Elétrica (PDT). E mais dois não foram eleitos, ambos do Agir: Anderson Muniz e Eder Batista.
Existe alta possibilidade, a partir dos rendimentos, que suplentes e não eleitos possam ser aproveitados por políticos da futura situação e oposição serrana, em função dos bons resultados. Como a Serra é o maior colégio eleitoral do Estado, tudo é superlativo, o que também dá mais holofotes nos diálogos com deputados estaduais, bem como com os representantes no Congresso.
A força da máquina – e aí entram a municipal e a estadual – também fez diferença para que Weverson obtivesse um número bastante superior de aliados sendo campeões de votos nos bairros e é preciso ficar atento, em caso de triunfo do pedetista no próximo domingo, como se manterão essas relações.
No caso de vitória de Muribeca, o republicano terá o desafio de mudar todo um cenário adverso, inclusive de ausência de lideranças na maioria dos bairros. Pesa muito a favor dele, no entanto, o fato de representantes em áreas importantes e densamente populosas.
A única certeza é a de que o pleito da Serra, até o último momento, reservará emoções.











