O triunfo de reeleição Arnaldinho Borgo (Podemos), em Vila Velha, foi caracterizado por conseguir sufocar seus rivais na cidade canela-verde. Com 79,04% dos votos válidos, o que equivale a 193.451 sufrágios, o placar já dava para imaginar o amplo domínio, corroborado pela vitória em todos os 60 colégios eleitorais.
De bairros nobres a áreas com vulnerabilidade social, só deu o prefeito reeleito. E é preciso chamar a atenção quanto à hegemonia dele. Em três locais seu desempenho foi acima de 90% dos votos válidos (Morada da Barra, Cobi de Baixo e Ulisses Guimarães); em 35 seu percentual variou de 89,99% a 80%, ou seja, mais da metade dos bairros; em 18 sua performance ficou entre 79,99% a 70%; e em apenas quatro locais que a vitória dele ficou abaixo de 69%.
Como curiosidade, seu menor resultado foi nos presídios, com 63,41% dos votos válidos.
Curiosamente, o desempenho abaixo dos 69% aconteceu em locais onde os votos têm maior possibilidade de serem mais críticos, em função ou da maior escolaridade dos envolvidos ou do conservadorismo, que são Centro (68,53%), Praia da Costa (68,38%) e Prainha (66,45%).
Coincidentemente, também foram nessas áreas nas quais o Coronel Ramalho (PL) teve melhor votação, em termos percentuais, ficando com 25,43% (Centro), 25,59% (Praia da Costa) e 26,83% (Prainha). Talvez sejam pontos nos quais o prefeito tenha de ter maior atenção para reforçar seu espólio. Para Ramalho, fica a oportunidade de trabalho seja para um próximo pleito de prefeitura, como para 2026, caso venha como candidato a algum cargo eletivo.
Também é preciso notar o declínio do PSDB na cidade. Parceiro de Max Filho, o tucano Maurício Gorza passou zerado em cinco bairros (Cobi de Baixo, Cobi de Cima, Boa Vista I, Pontal das Garças e Dom João Batista) e recebeu apenas um voto, cada, em outras nove áreas (Alecrim, Brisamar, Planalto, Balneário Ponta da Fruta, Ilha dos Bentos, Santa Paula I, São Conrado, Presídios e Argolas).
Vale frisar que o candidato João Batista Babá (PT) não ficou zerado em nenhum bairro, mas em um ele obteve apenas único voto, que foi em Pontal das Garças.
O que se observa é um cenário de muita validação para Arnaldinho Borgo e com chances de conseguir expandir esse capital de voto para 2026, seja para ele – se vier como postulante, por exemplo, ao Palácio Anchieta -, seja para seus aliados na Assembleia Legislativa e no Congresso.











