O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 1,35 bilhão em financiamentos para o setor de BNDES agro no Espírito Santo ao longo do primeiro semestre de 2026. O montante representa o maior volume de crédito já concedido ao agronegócio capixaba desde o início da série histórica do banco público, iniciada em 1995. Todo o valor liberado no estado foi direcionado a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) rurais.
Crescimento histórico de crédito para o agronegócio capixaba
O resultado financeiro alcançado entre janeiro e junho deste ano supera em 100,8% o registrado no mesmo período de 2025, quando a instituição havia aprovado R$ 674 milhões para o agronegócio capixaba. Na comparação com os seis primeiros meses de 2022, momento em que o aporte somou R$ 41 milhões, a expansão no estado atinge 3.199%.
Em âmbito nacional, os aportes para o setor produtivo rural também bateram teto histórico, somando R$ 24,8 bilhões no semestre — alta de 46% frente a 2025 e de 431% em relação a 2022.
“O BNDES tem sido um dos principais parceiros do setor agropecuário brasileiro, com apoio ao crédito para investimentos, capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e para ampliar a capacidade de armazenagem. Além disso, o Banco tem tido orçamentos recordes para o Plano Safra. Este ano, será de R$ 72 bilhões”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Avanço das cooperativas de crédito no agronegócio
O balanço semestral do banco aponta ainda uma forte descentralização dos repasses por meio de cooperativas de crédito, que operaram R$ 10,3 bilhões no país dentro da carteira do agronegócio no período. A modalidade registrou alta de 34% em relação a 2025 e salto de 668% ante o primeiro semestre de 2022.
Segundo a instituição, a aproximação com os agentes cooperativos busca garantir liquidez a pequenos produtores do interior do país que enfrentam restrições na rede bancária comercial.
“O fomento às cooperativas tem sido um eixo estratégico do BNDES, pois essas cooperativas de crédito cumprem um papel estratégico na democratização do acesso ao crédito no Brasil. Estão presentes onde muitas vezes o sistema financeiro tradicional não chega, especialmente em pequenos municípios e regiões rurais. Essas instituições fortalecem o empreendedorismo local, apoiam micro, pequenas e médias empresas e impulsionam a geração de emprego e renda”, avalia Mercadante.










