Entre julho e outubro, o Plano Safra 2021/2022 computou R$124,5 bilhões em contratos de crédito feitos com produtores rurais, cooperativas e a agroindústria. O valor está quase 40% acima do registrado no mesmo período da safra passada. Foram efetivadas 843 mil operações, representando um aumento de 2% no número de contratações do período passado. As informações estão no balanço do crédito rural divulgado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O contexto favorece novos investimentos para incrementar a produção no campo nos próximos meses. E a pesquisa deve ser um critério muito utilizado pelos empreendedores rurais para contratar mão de obra qualificada e adquirir maquinários ou pulverizadores à venda, por exemplo.
É preciso analisar o mercado e entender qual equipamento oferece a melhor relação custo-benefício para o produtor. Afinal, existem inúmeros tipos de tratores agrícolas e utensílios para o campo que só devem ser adquiridos quando estiverem dimensionados para cada estrutura.
Os investimentos avançam em ritmo intenso. As contratações do Plano Safra ficaram 55% acima do volume negociado na safra passada. No balanço, o saldo para novas contratações de investimento é de 47% da programação inicial. Então restam R$34,3 bilhões a serem distribuídos em diversos programas.
Até o final de outubro, os programas com maior comprometimento de recursos foram o Moderfrota (75%), Procap-Agro (61%), Proirriga (55%) e Inovagro (54%). A liberação de linhas de financiamento de investimentos por meio de fontes não equalizadas também foram muitas. Os Fundos Constitucionais, a Poupança Rural e outras fontes livres chegaram a 62% do volume utilizado.
Inovagro foi o grande destaque desse período, reagindo em suas contratações. A variação é de 12% acima do total contratado na safra passada. Os ajustes feitos em cláusulas do Inovagro e do Moderagro devem ter sido os fatores que contribuíram para esse aumento.
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