21 de fevereiro de 2026
sábado, 21 de fevereiro de 2026

Como aproveitar as próximas semanas de férias com leveza e presença

Para muitas crianças, esse é um dos períodos mais esperados do ano: dormir mais tarde, brincar, passear, viajar e sair da rotina escolar. Já para muitas famílias, especialmente as que trabalham fora, esse período também pode trazer desafios: como entreter, como estabelecer limites, o que fazer com tanto tempo livre e como equilibrar telas, rotina e descanso?
Embora pareça que as férias estão voando, ainda temos três semanas inteiras pela frente, e esse tempo pode ser uma grande oportunidade, tanto para as crianças, quanto para os adultos.
1. Férias não são “pausa de tudo”, são um respiro necessário.
É importante lembrar que as férias cumprem uma função emocional e cognitiva importante: o descanso. O cérebro das crianças e adolescentes precisa desse intervalo para reorganizar informações, reduzir o estresse e se preparar para um novo ciclo escolar.
Por isso, se o seu filho está descansando mais, brincando mais e até pedindo menos atividades estruturadas, está tudo bem. Férias são para desacelerar.
2. O desafio das telas: equilíbrio, não culpa
É natural que nas férias o uso de telas aumente. Porém, quando elas ocupam todas as horas do dia, tiram espaço da criatividade, do movimento e da socialização. Ao invés de proibir, a ideia é equilibrar.
Uma boa estratégia é combinar tempos:
•tempo com tela
•tempo ao ar livre
•tempo com atividades manuais
•tempo com leitura
•tempo com a família
Quando há variedade, o dia flui melhor e as telas deixam de ser o “único plano”.
3. Atividades simples que fazem diferença
Não é preciso planejar viagens ou grandes passeios. Muitas das melhores memórias da infância vêm de coisas simples que cabem na rotina. Algumas ideias possíveis para estas três semanas:
✔️ cozinhar juntos (biscoitos, bolos, sanduíches)
✔️ jogos de tabuleiro ou cartas
✔️ passeios em parques, praças e trilhas
✔️ piqueniques (no quintal, na praia ou no parque)
✔️ atividades manuais (massinha, pintura, recortes, miçangas)
✔️ caça ao tesouro dentro de casa
✔️ construções com caixas de papelão
✔️ visitas a museus, feiras culturais ou bibliotecas
Muitas vezes, o que parece simples para o adulto é extraordinário para a criança.
4. Envolver as crianças nas decisões
Uma ótima ferramenta para férias mais leves é perguntar:
“O que você gostaria de fazer essa semana?”
Colocar as ideias no papel incentiva autonomia, ajuda no planejamento e reduz conflitos.
5. Pais que trabalham: como conciliar?
Nem todos os pais podem estar disponíveis durante o dia, e isso é completamente compreensível. Alguns ajustes podem ajudar:
* combinar atividades independentes durante o horário de trabalho
* conversar com outras famílias para revezar passeios
* deixar uma caixa de atividades acessível (livros, jogos, materiais de arte)
* reservar pelo menos um turno do fim de semana para programas juntos.
Muitas crianças não precisam de programas o dia inteiro, precisam é de um pouco de atenção real, nem que seja no fim da tarde.
6. O mais importante: conexão
No fim das contas, férias não precisam ser produtivas, caras ou perfeitas. Elas precisam ser vivas.
As lembranças que ficam são:
•a risada na mesa do jogo
•o banho de chuva inesperado
•o bolo que deu errado
•o piquenique no chão da sala
•o abraço no fim do dia
Se pudermos garantir uma coisa nas próximas semanas, que seja isso: momento de conexão.
7. Preparando o retorno: uma semana para reacostumar
Embora ainda tenhamos tempo para aproveitar, vale deixar um lembrete importante: a adaptação para o retorno às aulas. Uma semana antes do início do ano letivo, vale reorganizar a rotina de sono, alimentação e horários.
Para quem estuda pela manhã, é essencial começar a despertar mais cedo e ajustar as noites de sono, para evitar aquele impacto difícil na primeira semana de aula. Isso ajuda o cérebro a regular o ritmo e reduz o estresse emocional do retorno.
Daqui a pouco a rotina volta, os horários reapertam, o despertador toca cedo… e esse tempo não volta mais. Que possamos fazer das férias um intervalo cheio de vida, e não apenas dias passando no calendário.
Maria Tereza Samora
Maria Tereza Samora
Especialista em performance cognitiva emocional. Psicopedagoga Clínica com formação neuromudalação, mentora de vestibulandos e acadêmicos, educadora parental, treinadora de inteligência emocional para crianças e adolescentes, mãe, palestrante e empreendedora.

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