A eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vitória voltou à pauta dos vereadores e deve avançar nesta semana, após uma determinação judicial. Na sessão desta segunda-feira (26), o presidente da Casa, Anderson Goggi (Republicanos), informou que pretende organizar as votações pendentes para que as tratativas sobre a escolha da nova direção do Legislativo comecem na próxima quarta-feira (28).
Goggi afirmou que a Câmara precisa votar 19 vetos antes de avançar com o tema. Ele também anunciou que pretende incluir na pauta desta terça-feira (27) a análise de prestações de contas de ex-prefeitos, com o objetivo de liberar a agenda de votações para o dia seguinte.
“Nós temos hoje vereadores 19 vetos pra votar. Nós precisamos cumprir uma determinação judicial que será na próxima quarta-feira, mas, para cumprir essa determinação, eu preciso limpar a pauta em relação aos vetos”, afirmou o presidente durante a sessão.
O vereador pediu agilidade aos parlamentares e permanência no plenário durante as votações. Segundo ele, alguns vetos exigem mais de uma votação, o que pode prolongar os trabalhos.
“Eu queria pedir a compreensão, pedir aos vereadores que se mantenham dentro do plenário, que evitem um pouco o café, outras conversas com pessoas que porventura vêm aqui para conversar com a gente, para dar celeridade às votações”, declarou.
A disputa pela presidência da Câmara envolve a escolha da Mesa Diretora que comandará o Legislativo no biênio 2027-2028. O processo foi levado à Justiça em meio a divergências entre o atual presidente e um grupo de vereadores sobre o calendário da eleição.
Em setembro, o vereador Dalto Neves (Solidariedade) recorreu à Justiça para exigir que um requerimento de urgência relacionado ao Projeto de Resolução 08/2026 fosse submetido à votação em plenário. A proposta prevê a realização da eleição da Mesa Diretora em 1º de outubro.
A decisão liminar da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Municipal de Vitória determinou que o requerimento fosse levado ao plenário. Posteriormente, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) manteve a obrigação de votar a matéria e ampliou o prazo para que ela fosse pautada.
Na sessão desta segunda-feira, Goggi voltou a destacar que o cumprimento da determinação judicial depende da organização da pauta. A expectativa é que, com a votação dos vetos e das prestações de contas, os vereadores possam dar andamento às discussões sobre a eleição na quarta-feira.










