A disputa pelo Governo do Espírito Santo ganhou novos contornos de acirramento com a passagem da campanha de Lorenzo Pazolini (Republicanos) por Cachoeiro de Itapemirim. O ato político no maior município do Sul capixaba, realizado nesta terça-feira (13), culminou em um embate direto entre o candidato e o prefeito da cidade, Theodorico Ferraço (PP) — pai do governador e candidato à reeleição, Ricardo Ferraço (MDB).
O episódio ocorreu durante uma carreata de Pazolini pelas ruas de Cachoeiro. Ao passar em frente ao comitê de Ricardo Ferraço, o ex-delegado e candidato do Republicanos usou o microfone para direcionar críticas e provocações a Theodorico, afirmando que o tempo de “coronelismo” do veterano político teria chegado ao fim. A atitude ocorreu em um momento em que Pazolini também enfrenta questionamentos por ter faltado aos debates promovidos por veículos de comunicação da Grande Vitória.
Reação e resgate de polêmica no Palácio das Águias
A resposta de Theodorico Ferraço veio no dia seguinte, quarta-feira (14), por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais. Em tom de protesto, o prefeito de Cachoeiro — que cumpre seu quinto mandato no município — relembrou a convivência com Pazolini na Assembleia Legislativa e um recente encontro institucional em seu gabinete para questionar a agressividade do adversário de seu filho.
“Pra que essa violência toda, meu caro Pazolini?”, questionou Theodorico, rebatendo a pecha de “coronel” atribuída pelo adversário. “E esse coronel político que você fala vai dar continência para o delegado”, ironizou.
Para elevar a temperatura do debate, Ferraço resgatou um dos episódios mais controversos da trajetória política de Pazolini: o incidente ocorrido durante a gestão na Prefeitura de Vitória, no qual o republicano cortou a fala e tomou o microfone das mãos de sua então vice-prefeita, Capitã Estefani.
“Você pode tirar o microfone da boca de uma mulher, é um grande desrespeito seu, mas desse velho guerreiro aqui você não vai tirar o microfone jamais”, disparou o prefeito.
O peso estratégico do Sul do Estado
A troca de farpas expõe a relevância estratégica de Cachoeiro de Itapemirim na reta final do segundo turno. Como principal polo político e econômico do Sul do Espírito Santo, o município tornou-se campo de batalha prioritário para os dois agrupamentos políticos.
De um lado, Pazolini busca desgastar a imagem das dinastias políticas locais e avançar sobre um colégio eleitoral decisivo fora da Grande Vitória. Do outro, Theodorico tenta barrar o avanço do rival em seu próprio reduto eleitoral, usando o ataque pessoal para mobilizar seu eleitorado histórico e reforçar a pauta do respeito à trajetória pública.










