Lucas Izoton
Lucas Izoton
Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 12 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE). Como dirigente empresarial, representou o Brasil em eventos internacionais. É presidente da Escola de Associativismo. Avô de Davi e Elisa.
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Direita ou esquerda? Quem são e o que querem para o Brasil?

Neste domingo, 25 de outubro, os brasileiros escolherão o próximo presidente da República, entre Lula e Flávio Bolsonaro, em meio à polarização. O que defendem direita e esquerda? E quanto há de razão ou emoção no voto?

Em dezembro de 2025, o Datafolha apontou que 35% dos brasileiros se identificavam com a direita, 11% com a centro-direita, 17% com o centro, 7% com a centro-esquerda e 22% com a esquerda. Outros 8% não responderam. Assim, 46% se posicionavam à direita do centro, contra 29% à esquerda. A maioria da população é conservadora.

As eleições de 4 de outubro reforçaram a presença da direita. Segundo classificação partidária divulgada pela imprensa, em 2027 o Congresso terá cerca de 57% de parlamentares de direita, 23% de centro e 20% de esquerda. Também houve avanço da direita nas eleições estaduais, que alguns analistas associam ao desgaste do longo período de governos petistas e a atual crise econômica e fiscal.

A direita valoriza a livre iniciativa, o empreendedorismo, a meritocracia e a responsabilidade fiscal. A esquerda defende maior presença estatal na economia, redistribuição de renda e proteção social. Mas o que mostram os resultados?

Em agosto de 2026, a dívida bruta brasileira atingiu R$ 11,1 trilhões, ou 82,9% do PIB. Os juros somaram R$ 1,18 trilhão em 12 meses, com a Selic em 13,75% ao ano. Em 2025, a carga tributária chegou a 32,4% do PIB. De janeiro a agosto de 2026, o Governo Central acumulou déficit primário de R$ 94,9 bilhões.

Até quando conviveremos com dívida e juros elevados? Mais despesas exigem fontes de recursos. Entre 2023 e 2026, o governo federal adotou 37 medidas para criar ou aumentar tributos. A classe empresarial e a população criticaram.

Segundo o Banco Central, as estatais incluídas em suas estatísticas acumulam forte déficit neste ano. Em 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões, mas o governo descartou a privatização. Quem paga a conta? O povo, é claro! Afinal, não existe almoço grátis.

Em setembro de 2026, o Bolsa Família atendia 19,29 milhões de famílias. Entre beneficiários e familiares, o Datafolha apontava que 53% pretendiam votar em Lula e 28% em Flávio Bolsonaro. Considerando apenas esses dois candidatos, Lula reunia cerca de 65% das intenções de voto.

Cabe perguntar: existe intenção de reformular o programa para reduzir a dependência dos benefícios ou sua manutenção traz vantagens políticas? A assistência social é indispensável, mas deve estimular educação, qualificação, trabalho e empreendedorismo. Proteção social deve ser ponte, não destino.

Na reforma agrária, outra pergunta: por que, após tantos anos de políticas públicas, ainda havia aproximadamente 73 mil famílias acampadas cadastradas no Cadastro Único em setembro de 2026?

Há uma contradição histórica. Nas últimas seis eleições presidenciais concluídas, o PT venceu cinco: 2002, 2006, 2010, 2014 e 2022. A direita venceu em 2018. Atribuir todos os problemas brasileiros à direita ignora a responsabilidade de quem também governou o país.

A direita, evidentemente, também tem deficiências. Personalismo, radicalismo, intolerância e irresponsabilidade fiscal merecem críticas em qualquer governo. Quando a ideologia vira paixão, até corrupção, ineficiência e má gestão são relativizadas. A ética não deveria mudar conforme o partido.

Que a eleição transcorra em paz e o vencedor governe para todos, respeitando as instituições e buscando resultados. Afinal, a vida é feita de escolhas e das consequências dessas escolhas.

Que Deus seja brasileiro e que nosso país encontre caminhos para oferecer mais prosperidade, oportunidades e qualidade de vida à população.

Lucas Izoton
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Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 12 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE). Como dirigente empresarial, representou o Brasil em eventos internacionais. É presidente da Escola de Associativismo. Avô de Davi e Elisa.

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