O encontro de Lorenzo Pazolini (Republicanos) com o deputado federal Da Vitória (Progressistas) e o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), ambos apoiadores de Renato Casagrande (PSB), não foi um mero acaso. A articulação começou ainda no domingo, logo após o primeiro turno das eleições.
Da Vitória e Marcelo, que estarão juntos no Congresso Nacional a partir do ano que vem, são as principais lideranças da federação União Progressista no Espírito Santo. E a federação protagonizou uma série de idas e vindas em torno do apoio à reeleição do governador Ricardo Ferraço (MDB).
Ao longo da campanha, integrantes do governo e de partidos aliados acumularam queixas. De um lado, acusações de abandono. Do outro, reclamações sobre o direcionamento de esforços e o tratamento privilegiado a determinados candidatos, especialmente por parte dos aliados.
O resultado foi visível. Lideranças que deveriam estar nas ruas simplesmente não apareceram durante a campanha. E esse descontentamento não passou despercebido pela trincheira adversária.
Pazolini percebeu a oportunidade e não perdeu tempo. Ainda na noite de domingo, após a apuração dos votos, começou a telefonar para lideranças que poderiam se aproximar de seu projeto. Também fez acenos a prefeitos, numa tentativa de ampliar sua base política para o segundo turno.
A movimentação mostra que a disputa agora vai muito além dos votos conquistados nas urnas. Há uma batalha nos bastidores para atrair aliados, recompor forças e conquistar apoios que podem fazer a diferença na reta final.
Todos correm contra o tempo. Pazolini tenta aproveitar as fissuras do grupo adversário e ampliar seu arco de alianças. Ricardo, por sua vez, tem a máquina estadual e a vantagem conquistada no primeiro turno.
A eleição entrou numa fase em que cada apoio conta. E, nessa batalha, ninguém quer ficar parado.










