Morreu o advogado criminalista José Maria Ramos Gagno, que atuou em processos de grande repercussão no Espírito Santo e também exerceu funções no serviço público. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES) divulgou uma nota de pesar pelo falecimento na manhã deste sábado (10).
Formado em 1966 e inscrito na Ordem sob o número 1.415, Gagno construiu uma trajetória de intensa atuação na advocacia capixaba. Além da carreira como criminalista, foi procurador do Estado do Espírito Santo e procurador municipal em cidades capixabas.
Casado havia mais de 60 anos, era pai dos advogados Diná Patrícia, Leonardo e Luciano Gagno. Na homenagem, a OAB-ES destacou que ele “deixa um legado de dedicação à profissão e à família”.
A entidade também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão. Nas homenagens ao advogado, sua trajetória foi lembrada pela dedicação à advocacia criminal e pela influência na formação de outros profissionais.
Atuações de grande repercussão
Entre os processos em que Gagno atuou está o caso Araceli, um dos crimes de maior repercussão da história do Espírito Santo. Ele integrou a defesa de Dante Michelini e do filho dele, Dante de Barros Michelini, conhecido como Dantinho. Em entrevista ao Jornal Calçadão, apontou o processo como o mais marcante de sua carreira.
Gagno também defendeu Marcelo Queiroga, empresário do setor de bingos citado nas investigações da CPI do Narcotráfico sobre suspeitas de lavagem de dinheiro no Estado.










