Cerca de 450 guarda-vidas e atletas de 16 estados brasileiros e da Argentina se reúnem em Vitória, de 7 a 10 de outubro, para o XXV SOBRASA RESCUE, o Campeonato e Simpósio Brasileiro de Salvamento Aquático. O evento é organizado pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES).
Os resultados contam para o ranking nacional e servem de seletiva para a delegação brasileira no Campeonato Mundial de Lifesaving, modalidade esportiva que simula resgates reais. O Mundial começa em 25 de novembro, em Guquebera, na África do Sul.
A programação começa na quarta-feira (7), no Cais das Artes, na Enseada do Suá, com dois simpósios. Pela manhã, o Município + Resiliente no Afogamento deve reunir mais de 400 participantes, entre prefeitos e gestores de defesas civis municipais, para discutir políticas locais de prevenção. À tarde, o XXV Simpósio Brasileiro de Prevenção e Salvamento Aquático tem abertura do comandante-geral do CBMES, coronel Alexandre Cerqueira, e do presidente da SOBRASA, coronel Fábio Braga Martins.
As provas começam na quinta (8), na piscina de 50 metros do Clube Álvares Cabral, com transporte de manequim, com e sem nadadeiras, e revezamentos de resgate. Na sexta (9), a disputa vai para a Praia da Guarderia, com corrida, natação e resgate combinados, provas de pranchão e surf ski, resgate com flutuador e corrida ao pé de pato. No sábado (10), a praia recebe as provas de areia e, às 19h, a premiação por equipes e do ranking individual Iron-GV.
O afogamento mata 16 pessoas por dia no Brasil. Segundo o Boletim Nacional de Afogamento 2026, produzido pela SOBRASA com dados do Ministério da Saúde, o Espírito Santo registrou 4,4 mortes por afogamento para cada 100 mil habitantes em 2024, acima da média nacional de 2,7. Em 1979, o índice capixaba era de 9,7, o que significa que a mortalidade caiu mais da metade em quatro décadas.
“Cada prova do RESCUE é um resgate cronometrado. O guarda-vidas que ganha alguns segundos aqui é o mesmo que vai estar no posto em dezembro, quando a praia lota e esses segundos decidem se a pessoa volta para casa”, afirma o médico David Szpilman, fundador e secretário-geral da SOBRASA. A major Gabriela Andrade, do CBMES, especialista em salvamento aquático, afirma que o tema exige trabalho permanente de prevenção e que o evento busca aproximar profissionais de salvamento e gestores municipais.










