O retorno: Renzo anuncia PSD com Pazolini no segundo turno

Mal as urnas do primeiro turno foram apuradas e o tabuleiro político do Espírito Santo já registra a sua primeira grande movimentação. Em decisão rápida e estratégica, o PSD tornou-se o primeiro partido a posicionar-se oficialmente na corrida do segundo turno das Eleições 2026 ao fechar questão e declarar apoio irrestrito à candidatura de Lorenzo Pazolini (Republicanos) ao Palácio Anchieta.

A formalização da união veio acompanhada do apoio pessoal e partidário manifestado pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcellos (PSD), presidente da sigla.

O PSD não elegeu nenhum deputado federal e a chapa completa não chegou nem próximo a quociente eleitoral – que superou os 200 mil votos e a soma de todos os candidatos do PSD a sigla só recebeu 12.273 votos. A grande aposta era a candidatura de Sergio Meneguelli a senador, que também fracassou. Meneguelli alcançou 301.897 votos, ocupando a quinta posição entre os 11 concorrentes.

O peso pragmático do Norte e a garantia de obras

Ao anunciar o engajamento direto da legenda no projeto do candidato do Republicanos, Renzo Vasconcellos enfatizou a preocupação com a continuidade dos investimentos públicos e das entregas estruturantes nos municípios do interior.

“Como prefeito de Colatina, tenho a plena certeza e a garantia de que o futuro governador Lorenzo Pazolini não parará nenhuma obra em andamento nos municípios. Mais do que isso: as intervenções que hoje estão paralisadas serão retoma das com celeridade.” — Renzo Vasconcellos (PSD), prefeito de Colatina.

Colatina é a cidade-polo e referência para mais de 32 municípios capixabas.

Pragmatismo e Televisão

O alinhamento do PSD com a chapa de Pazolini neste segundo turno reescreve o capítulo de uma relação que passou por bastidores tensos durante o período de pré-campanha.

No início das articulações em 2026, Republicanos e PSD ensaiaram uma aliança proporcional e majoritária de grande porte. Renzo chegou a fazer o mesmo anúncio, que agora repete. Mas recuou.

A entrada do PL na coligação exigiu novos contornos no arranjo eleitoral. Os liberais impuseram como condição central do apoio a ocupação de espaço estratégico nas vagas ao Senado, o que forçou o PSD a recuar temporariamente do bloco diante das indefinições sobre os projetos dos seus dois principais nomes no estado — o ex-governador Paulo Hartung e o senador Sergio Meneguelli. O PL exigiu empenho exclusivo à candidatura de Maguinha ao Senado. Embora derrotada, ela foi a terceira mais votada, superando 761 mil votos.

Naquele momento, os republicanos aceitaram a composição e as exigências por pragmatismo: sem a consolidação de uma frente ampla nacional e tempo robusto no guia eleitoral de rádio e TV, a candidatura de Pazolini enfrentaria graves gargalos de comunicação contra a máquina estadual. Se unindo ao PL, a candidatura de Lorenzo Pazolini (Republicanos) ficou com 2 minutos, 53 segundos e 65 milésimos.

Superada a fase das convenções e o funil das urnas no primeiro turno, o PSD reavalia o cenário e consolida o movimento de reaproximação. A adesão rápida do partido de Renzo Vasconcellos confere ao candidato do Republicanos palanque para superar os 37.237 votos que conquistou no primeiro turno.

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

Notícias Relacionadas