Campeonato Brasileiro tem 16 quedas de técnicos e três ‘vira-casacas’

Se é um clichê clubes em crise demitirem técnicos, também vem parecendo um lugar-comum treinadores trocarem de lado nesta edição do Campeonato Brasileiro.

No domingo (13), o Grêmio se tornou a 12ª equipe da competição a mandar embora o seu comandante. O português Luís Castro foi o 16º a perder o emprego na temporada entre os 20 clubes da Série A.

Dos 16 demitidos, porém, três seguem disputando o Brasileiro, pois voltaram a trabalhar em clubes rivais.

O caso mais recente é Renato Gaúcho. Na pausa da Copa do Mundo, quando os times não estavam nem jogando, Renato Gaúcho saiu do Vasco. Nesta segunda-feira (14), foi anunciado como substituto de Luís Castro com um contrato de tiro curto: até o final do ano. Vai ser a quinta passagem dele no Grêmio.

Outros dois técnicos demitidos durante a competição que voltaram ao Brasileiro foram Fernando Diniz e Dorival Júnior.

Diniz deixou o Vasco em fevereiro e, em abril, substituiu Dorival Júnior no Corinthians. E Dorival, cerca de 40 dias após sair do alvinegro paulista, assumiu o rival São Paulo.

Mais dois técnico demitidos

O Vasco não está sozinho na lista de clubes que mandaram embora dois treinadores no ano. O São Paulo teve o argentino Hernán Crespo e depois Roger Machado.

O Botafogo contratou o argentino Martin Anselmi em janeiro e demitiu em março. Em abril fechou com o português Franclim Carvalho, que ficou até agosto.

A Chapecoense também está com seu terceiro treinador depois das passagens de Gilmar Dal Pozzo e Fábio Matias.

Clubes da Série A do Brasileiro que não trocaram de técnico em 2026 (Ainda)

  • Athletico-PR – Odair Hellman
  • Bahia – Rogério Ceni
  • Coritiba – Fernando Seabra
  • Internacional – Paulo Pezzolano
  • Mirassol – Rafael Guanaes
  • Palmeiras – Abel Ferreira
  • Red Bull Bragantino – Vágner Mancini
  • Vitória – Jair Ventura

Duros na queda

Palmeiras e Bahia quebram o clichê do futebol nesta década. As duas agremiações mantêm seus técnicos por três anos ou mais. E olha que neste período não tiveram só conquistas.

O alviverde paulista está com Abel Ferreira desde outubro de 2020. Desde então o time fez uma coleção de troféus, mas passou em branco na temporada 2025.

O tricolor baiano conquistou dois estaduais e uma Copa do Nordeste, mas obteve uma vaga na Libertadores, o que não conseguia desde 1989.

Em terceiro lugar entre os mais longevos está Rafael Guanaes. Após levar o Mirassol para a inédita Libertadores, foi cotado para assumir o Corinthians, mas permanece na equipe do interior paulista, que luta para não ser rebaixada.

Hoje quem parece estar mais ameaçado no cargo neste momento é o uruguaio Paulo Pezzolano. Chegou ao Internacional em dezembro passado e vem tendo problemas. Perdeu o estadual, foi eliminado na Copa do Brasil pelo Grêmio e sofre problemas para tirar o colorado da zona de rebaixamento.

Técnicos que estão ao menos um ano no cargo

  • Abel Ferreira – no Palmeiras desde outubro de 2020
  • Rogério Ceni – no Bahia desde setembro de 2023
  • Rafael Guanaes – no Mirassol desde março de 2025
  • Odair Hellman – no Athletico desde maio de 2025

Na França

Filipe Luís deixou o Flamengo de forma conturbada mesmo tendo conquistado em 2025 o Carioca, a Supercopa do Brasil, o Brasileiro e a Libertadores.

Este ano, entretanto, acabou demitido e substituído, em março, por Leonardo Jardim, que havia deixado o Cruzeiro em dezembro.

Mas o ex-lateral esquerdo não esperou um novo clube do Brasileiro. Partiu para a Europa. Hoje comanda o Monaco e está em segundo lugar no Francês, já tendo derrotado o multicampeão PSG.

DANI BLASCHKAUER, SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

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