O governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB), partiu por um caminho surpreendente e até perigoso. Na última quinta-feira (12), em ato na Serra, fez críticas pesadas ao lado de Lorenzo Pazolini (Republicanos) e companhia, mas, obviamente, sem citá-los.
Disse, em um primeiro momento, que o lado “de lá” é daqueles que passam o dia todo no telefone, “fazendo filmezinho”, mas são incapazes de “botar algo de pé”. Enquanto isso, destacou que o seu lado é o da construção e da realização.
Em seguida, afirmou que “o lado de lá é o lado do mal, da destruição, daqueles e daquelas que só fazem dividir, dividir as famílias, para fazer prevalecer sua ideologia”. Como contraponto, frisou que o seu é o da “humildade, da escuta, do diálogo e do respeito”.
O movimento surpreendeu até políticos, visto que não é prática de Ricardo fazer esse tipo de ataque. Além disso, investidas assim podem provocar outro tipo de visão do eleitorado sobre o governador, que tem a máquina na mão e, com isso, um favoritismo natural na corrida.
O que fica patente é que há incômodo com o desempenho do rival e que buscar o descrédito do lado adversário, ao que tudo indica, virou uma prática. Só é preciso ter cuidado com o que isso pode trazer de volta.
Aposta
Lorenzo Pazolini, nos últimos dias, vem focando suas agendas na Grande Vitória, com especial atenção à Serra, e deixando as visitas ao interior especialmente para os fins de semana.
Matemática I
O PL faz as contas diante da desistência do deputado federal Gilvan da Federal (PL), por conta de sua inelegibilidade, e da chegada do vereador de Viana Lucas Stein Casagrande (PL), que irá substituí-lo. Algumas possibilidades são aventadas nesse cenário.
Matemática II
A primeira delas é Gilvan conseguir transferir seus votos ao vereador, que é seu aliado. A segunda é que, diante da saída do parlamentar, esses sufrágios tenham como destino o deputado estadual Lucas Polese (PL), que atua de forma parecida, com discursos verborrágicos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Matemática III
A terceira opção, e a mais perigosa para o PL, é a pulverização desses votos, inclusive para partidos reconhecidamente de centro-direita. De forma reservada, interlocutores comentam que, nas atuais condições, sem Gilvan, o partido teria condições de eleger somente um deputado federal. Ou até ficar sem representante. A ver.
Confiança I
Se Gilvan recuou, o mesmo não pode ser dito sobre o vereador de Vitória Armandinho Fontoura (PL), outro que teve a candidatura negada pela Justiça Eleitoral. Ele segue com seu bloco na rua e com cabos eleitorais distribuindo material pela cidade.
Confiança II
O problema é que, se Armandinho mantiver a candidatura e, mais à frente, vir seu movimento ser impedido por suas questões eleitorais, pode ver seus votos irem para o ralo e ainda afetar a chapa do PL para a Assembleia Legislativa.
Perguntar não ofende?
Quais serão os efeitos do Supremo Tribunal Federal nas eleições, especialmente a partir do momento em que Flávio Bolsonaro (PL) é investigado em inquérito sobre o filme “Dark Horse”?
Ato no Centro
Helder Salomão (PT) promoveu ato animado, com sua militância, no Centro da Capital, nessa sexta-feira (11). Vem ressaltando que a “virada começou”.
Na moita
Dizem que impressiona a rede de um candidato. A quantidade de dinheiro circulando é bem alta, comentam. E tudo longe das cifras oficiais, é claro.










