A taxa de desemprego no Espírito Santo caiu para 2,3% no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice recuou 0,9 ponto percentual em relação aos três primeiros meses do ano, quando estava em 3,2%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, quando a taxa capixaba era de 3,1%, a redução foi de 0,8 ponto percentual. O resultado também coloca o Estado bem abaixo da média brasileira, que ficou em 5,4% no segundo trimestre deste ano.
Em números absolutos, o Espírito Santo tinha cerca de 49 mil pessoas desocupadas entre abril e junho. São 17 mil a menos que no primeiro trimestre deste ano, redução de 25,7%. Na comparação com o mesmo período de 2025, também houve diminuição de aproximadamente 17 mil pessoas, ou 25,2%.
Ao mesmo tempo, o número de pessoas trabalhando cresceu. A população ocupada chegou a 2,080 milhões de capixabas, com acréscimo de 71 mil trabalhadores em apenas um trimestre, alta de 3,6%.
Mais gente entra no mercado de trabalho
Outro movimento observado pela PNAD é a redução da população fora da força de trabalho. O grupo foi estimado em 1,271 milhão de pessoas, 44 mil a menos do que no primeiro trimestre, uma queda de 3,3%. A força de trabalho capixaba, que reúne ocupados e desocupados, chegou a aproximadamente 2,129 milhões de pessoas.
O número de desalentados — pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego — também diminuiu. Eram cerca de 12 mil no segundo trimestre, sete mil a menos do que nos três primeiros meses do ano, queda de 36,3%.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho, indicador mais amplo que considera não apenas os desocupados, mas também pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e parte da força de trabalho potencial, ficou em 6,2%. No primeiro trimestre, estava em 7%.
Desemprego cai, mas autônomos e informais avançam
Os dados mostram, porém, que a expansão da ocupação não ocorreu somente entre trabalhadores com carteira assinada. O Espírito Santo chegou a 505 mil trabalhadores por conta própria no segundo trimestre, 26 mil a mais que no trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, o aumento foi de sete mil pessoas.
Entre os empregados do setor privado, excluídos os trabalhadores domésticos, eram 1,067 milhão de pessoas. Desse total, 750 mil tinham carteira assinada e 317 mil trabalhavam sem registro.
Na comparação com o primeiro trimestre, o contingente com carteira aumentou em oito mil pessoas, enquanto o de trabalhadores sem carteira cresceu em 18 mil.
O trabalho doméstico também avançou. O Estado tinha aproximadamente 104 mil trabalhadores domésticos, 13 mil a mais que no trimestre anterior e 12 mil a mais que um ano antes.
Já o contingente de trabalhadores informais alcançou 832 mil pessoas. São 57 mil trabalhadores informais a mais em relação ao primeiro trimestre e 53 mil a mais na comparação com o segundo trimestre de 2025.
Renda fica estável
Apesar do crescimento da ocupação, o rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.637.
O valor é R$ 132 menor que o estimado no primeiro trimestre, de R$ 3.769. Segundo o IBGE, porém, a diferença não é considerada estatisticamente significativa. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o rendimento permaneceu estável.
A massa de rendimento mensal real habitual de todos os trabalhos foi estimada em R$ 7,369 bilhões, também sem variação estatisticamente significativa nas comparações trimestral e anual.
A PNAD Contínua acompanha o mercado de trabalho da população com 14 anos ou mais e considera diferentes formas de ocupação, incluindo trabalhadores com e sem carteira assinada, por conta própria e empregados domésticos.










