Com saída do PSD, saiba quem são os nomes mais fortes para compor a vice de Pazolini

Com a saída do PSD das negociações, dois nomes despontam com mais força nos bastidores para ocupar a vaga de vice na chapa de Lorenzo Pazolini: Erick Musso e Soraya Manato. Ambos carregam atributos importantes, mas por caminhos diferentes.

Erick Musso reúne credenciais que poucos políticos capixabas possuem. Ex-presidente da Assembleia Legislativa, presidente estadual do Republicanos e principal articulador político de Pazolini desde antes da chegada do ex-prefeito à Prefeitura de Vitória, ele é um homem de absoluta confiança do candidato ao Palácio Anchieta. É quem conduz boa parte das negociações políticas, conhece profundamente o mapa eleitoral do Estado e se consolidou como uma das principais lideranças de bastidores da política capixaba.

Sua eventual escolha significaria privilegiar a sintonia política, a lealdade construída ao longo dos anos e a segurança de uma relação de confiança já testada em momentos decisivos.

Mas a política nem sempre escolhe apenas quem ajuda a construir uma campanha. Muitas vezes, escolhe quem amplia sua capacidade eleitoral.

É nesse ponto que Soraya Manato passa a ganhar força.

Mulher, evangélica da Igreja Maranata, conservadora, ex-deputada federal e dona de um capital político consolidado, especialmente no Sul do Espírito Santo, Soraya reúne, em uma única candidatura, atributos que dialogam simultaneamente com diferentes segmentos do eleitorado.

Sua presença na chapa agregaria representação feminina sem artificialismos, fortaleceria a interlocução com o eleitorado evangélico, reforçaria a identidade conservadora da candidatura e ampliaria a presença regional da campanha em uma das áreas mais estratégicas do Estado.

Há ainda um aspecto que costuma pesar nas eleições majoritárias: densidade eleitoral.

Enquanto Erick Musso é reconhecido por sua capacidade de articulação e construção política, Soraya chega ao debate oferecendo, além da experiência pública, um patrimônio eleitoral próprio, construído ao longo de sucessivas disputas e de uma trajetória consolidada na política capixaba.

Depois da retirada do PSD das negociações, a vaga de vice deixa de cumprir apenas uma função de composição partidária e passa a assumir um papel mais diretamente eleitoral. Nesse novo cenário, a escolha tende a considerar não apenas quem melhor dialoga com os bastidores, mas também quem amplia a capilaridade da chapa, alcança novos segmentos do eleitorado e acrescenta densidade política e eleitoral ao projeto.

É sob essa perspectiva que Soraya Manato passa a figurar entre os nomes mais competitivos para a composição da chapa liderada por Lorenzo Pazolini.

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