Celebrado nesta terça-feira (7), o Dia Mundial do Chocolate é a data perfeita para apreciar um dos alimentos mais queridos do mundo. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, o chocolate não precisa ser encarado como um “vilão” da alimentação. Quando consumido com moderação e na versão certa, ele pode até trazer benefícios para a saúde.
A endocrinologista Gisele Lorenzoni explica que o principal segredo está na quantidade de cacau presente no produto. Isso porque é justamente o cacau que concentra compostos bioativos, como os flavonoides, conhecidos por sua ação antioxidante e anti-inflamatória.
“O cacau é rico em flavonoides, compostos que ajudam a combater o estresse oxidativo e podem contribuir para a saúde cardiovascular, melhorando a função dos vasos sanguíneos e auxiliando no controle da pressão arterial. Porém, esses benefícios estão relacionados principalmente aos chocolates com maior teor de cacau, geralmente acima de 70%”, afirma a médica.
Segundo a especialista, quanto maior a concentração de cacau, maiores tendem a ser os benefícios. Já os chocolates ao leite e, principalmente, os brancos, costumam ter mais açúcar e gordura, além de menor quantidade dos compostos benéficos.
Chocolate melhora o humor?
A fama de que o chocolate ajuda a aliviar o estresse ou melhora o humor tem fundamento, mas com ressalvas.
De acordo com Gisele Lorenzoni, o alimento contém pequenas quantidades de substâncias relacionadas à produção de neurotransmissores e também estimula a liberação de dopamina e endorfinas, hormônios ligados à sensação de prazer e bem-estar.
Apesar disso, ela alerta que o efeito é passageiro e não deve ser confundido com uma solução para problemas emocionais.
“O chocolate pode proporcionar sensação de prazer, mas esse efeito é temporário e não substitui hábitos saudáveis para o equilíbrio emocional.”
A endocrinologista também explica que é comum o desejo por chocolate aumentar durante a tensão pré-menstrual (TPM). Segundo ela, as alterações hormonais desse período favorecem a vontade de consumir alimentos mais doces e palatáveis, embora isso envolva também fatores emocionais e comportamentais.
Chocolate pode fazer parte da alimentação saudável?
A resposta é sim. Para a endocrinologista, o chocolate não precisa ser eliminado da rotina alimentar da maioria das pessoas.
“O problema geralmente não é o chocolate em si, mas o excesso e a escolha de produtos com muito açúcar, gordura e pouco cacau”, destaca.
A recomendação é priorizar versões com maior teor de cacau e consumir pequenas porções, inseridas em uma alimentação equilibrada.
Quem precisa ter mais cuidado?
Embora seja permitido para a maior parte da população, alguns grupos devem ter atenção especial ao consumir chocolate.
Pessoas com diabetes precisam considerar a quantidade de carboidratos presente no alimento para manter o controle da glicemia. Já quem sofre com doença do refluxo gastroesofágico pode perceber piora dos sintomas após o consumo.
Também devem evitar o alimento pessoas com alergia ao leite, ao cacau ou a outros ingredientes presentes na composição dos chocolates. Além disso, quem está em processo de emagrecimento deve incluir o doce de forma planejada, respeitando o equilíbrio da dieta.
Qual a quantidade ideal?
Segundo Gisele Lorenzoni, não existe uma quantidade universal recomendada. O ideal é consumir pequenas porções, sem exageros.
“Em geral, uma pequena porção de chocolate amargo, consumida ocasionalmente dentro de uma alimentação equilibrada, já é suficiente para desfrutar do alimento. O mais importante é que o chocolate seja um prazer, e não um motivo de culpa ou de exageros”, conclui a endocrinologista.
Assim, no Dia Mundial do Chocolate, a principal dica é aproveitar a data com equilíbrio. Escolher chocolates com maior percentual de cacau e consumir com moderação permite desfrutar do sabor e, ao mesmo tempo, aproveitar os benefícios que o alimento pode oferecer à saúde.










