Uma reviravolta marcou o caso do policial civil Jorge Malani, acusado de atirar no rosto de um motoboy durante uma briga de trânsito em Vitória. Entre os novos elementos que levaram a Justiça a revogar a prisão preventiva do investigador está um parecer técnico pericial que aponta indícios de que ele teria agido em legítima defesa.
A prisão preventiva do policial foi revogada na sexta-feira (3), após a Justiça considerar novos elementos apresentados ao longo da investigação. Entre eles está o parecer pericial, que apresenta uma interpretação diferente da dinâmica dos fatos em relação à versão inicialmente divulgada.
Ministério Público defendeu substituição da prisão
Em manifestação encaminhada à Justiça, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) se posicionou favoravelmente à substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas. O órgão também concordou com os pedidos de produção de provas formulados pela defesa.
Perícia analisou imagens e dinâmica da ocorrência
Segundo o MPES, imagens analisadas pela perícia indicam que o motoboy perseguiu o veículo conduzido por Malani e o abordou quando o carro estava parado em um semáforo. O laudo balístico também aponta que a vítima teria colocado a cabeça para dentro da janela do automóvel, circunstância que, de acordo com os peritos, é compatível com a versão apresentada pelo policial.
Disparo único foi considerado na análise
O parecer técnico destaca ainda que houve apenas um disparo, classificado como único e aleatório. Na avaliação dos peritos, esse elemento reforça a hipótese de que o investigador efetuou um tiro de advertência, sem a intenção de atingir ou neutralizar a vítima.
Os apontamentos técnicos integraram o conjunto de novos elementos analisados pela Justiça e contribuíram para fundamentar a decisão que revogou a prisão preventiva do policial.










