A Região Serrana do Espírito Santo consolidou sua força na fruticultura nacional e abriga o maior produtor de tangerina do Espírito Santo. O município de Domingos Martins lidera com folga o setor no Estado e, sozinho, respondeu por mais da metade de toda a tangerina (ou mexerica!) colhida em território capixaba ao longo do ano de 2025. Os dados foram levantados pela gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), evidenciando o impacto econômico da agricultura familiar no ES e as condições climáticas favoráveis para o cultivo de citros nas montanhas capixabas.
Ranking dos maiores municípios produtores no ES
De acordo com o balanço oficial da Seag, o Espírito Santo atingiu a marca de 29.133 toneladas colhidas no último ano. Desse total absoluto, Domingos Martins registrou uma produção de 14.683 toneladas de tangerina, o que equivale a 50,4% do mercado estadual.
O levantamento aponta o predomínio absoluto de municípios vizinhos da Região Serrana e arredores no fechamento da safra. Confira as cinco primeiras posições do ranking da fruticultura capixaba:
Domingos Martins: 14.683 toneladas (50,4%)
Conceição do Castelo: 3.708 toneladas
Marechal Floriano: 1.680 toneladas
Alfredo Chaves: 1.220 toneladas
Santa Leopoldina: 1.120 toneladas
Somadas, as cinco principais cidades do cinturão verde alcançaram 22.411 toneladas, o correspondente a cerca de 76,9% de toda a fruta colhida em solo capixaba.
Agricultura e economia rural nas Montanhas Capixabas
A cultura da tangerina ocupa uma área colhida de 1.265 hectares distribuídos pelo Estado, desempenhando um papel estratégico para fixar o homem no campo e assegurar a diversificação das propriedades rurais. A tradição agrícola local aliada ao manejo técnico confere alta produtividade à região.
Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, o desempenho comercial da fruta reforça a sustentabilidade do agronegócio capixaba.
“A produção de tangerina tem papel importante na diversificação da agricultura do Espírito Santo, contribuindo para a geração de renda, a sustentabilidade das propriedades rurais e o fortalecimento da fruticultura estadual”, destacou Bergoli, pontuando ainda a capacidade de agregação de valor que a atividade impõe ao cenário do meio rural no ES.










