Você sabia que o cigarro pode causar câncer de bexiga? Julho Roxo alerta para prevenção

O mês de julho é marcado pela campanha Julho Roxo, que busca conscientizar a população sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de bexiga. Considerado um dos tumores mais frequentes do trato urinário, a doença acomete principalmente pessoas acima dos 55 anos e tem no tabagismo o seu principal fator de risco.

De acordo com a oncologista do Hospital Meridional, Taynan Nunes, cerca de metade dos casos de câncer de bexiga está relacionada ao consumo de cigarros. “As substâncias químicas presentes no tabaco são eliminadas pela urina e permanecem em contato com a parede da bexiga, aumentando significativamente o risco de desenvolvimento do tumor. Quanto maior o tempo de exposição ao cigarro, maior também é esse risco”, explica.

Além do tabagismo, outros fatores podem contribuir para o surgimento da doença, como a exposição ocupacional a produtos químicos utilizados nas indústrias de tintas, borracha, couro e derivados de petróleo, infecções urinárias de repetição, inflamações crônicas da bexiga e histórico familiar.

Segundo Taynan, o principal sinal de alerta é a presença de sangue na urina, mesmo que ocorra apenas uma vez e sem provocar dor. Alterações como aumento da frequência urinária, dor ou ardor ao urinar e dificuldade para esvaziar a bexiga também merecem investigação médica. “Muitas pessoas ignoram esses sintomas ou acreditam que se trata apenas de uma infecção urinária. Por isso, qualquer alteração persistente deve ser avaliada por um especialista”, orienta.

O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica e de exames como análise da urina, exames de imagem e cistoscopia, procedimento que permite visualizar diretamente o interior da bexiga. Quando necessário, também é realizada biópsia para confirmação da doença.

Taynan destaca que, quando identificado nas fases iniciais, o câncer de bexiga apresenta altas chances de tratamento com preservação do órgão e melhores resultados clínicos. Já nos casos mais avançados, o tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo ou radioterapia, de forma individualizada para cada paciente.

A principal forma de prevenção continua sendo evitar o tabagismo. Manter hábitos saudáveis, beber água regularmente, adotar uma alimentação equilibrada e utilizar equipamentos de proteção em ambientes com exposição a agentes químicos também ajudam a reduzir os riscos.

“A informação é uma importante aliada na prevenção. Conhecer os fatores de risco e procurar atendimento ao perceber qualquer sinal diferente pode fazer toda a diferença para um diagnóstico precoce e para o sucesso do tratamento”, conclui Taynan.

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