O futebol está entre os esportes com maior incidência de lesões musculares, principalmente entre atletas de alto rendimento. A combinação entre treinos intensos, calendário apertado e partidas frequentes aumenta o desgaste físico e eleva o risco de problemas que podem comprometer o desempenho e até abreviar a carreira dos jogadores.
Segundo a fisioterapeuta traumato-ortopédica e professora do curso de Fisioterapia da UNINASSAU Graças, Luana Sousa, os músculos mais afetados são os posteriores da coxa (isquiotibiais), os adutores do quadril, o quadríceps femoral e a panturrilha.
“As lesões mais comuns são os estiramentos musculares, que podem ocorrer em diferentes graus e estão diretamente relacionados às exigências físicas da modalidade”, explica.
De acordo com a especialista, ações típicas do futebol, como arrancadas, mudanças bruscas de direção, chutes, saltos e desacelerações, provocam grande sobrecarga sobre a musculatura. Além disso, fatores como fadiga, excesso de jogos e tempo insuficiente para recuperação aumentam as chances de lesões.
Aquecimento ajuda a prevenir lesões
O aquecimento antes dos treinos e das partidas é uma das principais estratégias para reduzir o risco de problemas musculares. Conforme explica Luana Sousa, essa etapa prepara o organismo para o esforço físico ao aumentar gradualmente a temperatura corporal, melhorar a circulação sanguínea e favorecer a resposta dos músculos durante a atividade.
Ela ressalta ainda que os alongamentos dinâmicos são os mais indicados antes da prática esportiva, pois contribuem para a preparação neuromuscular e ampliam a mobilidade funcional. Já os alongamentos estáticos prolongados devem ser evitados imediatamente antes de atividades de alta intensidade, já que podem reduzir temporariamente a força e a potência muscular.
Estiramentos e contraturas lideram os casos
Entre as lesões mais frequentes estão os estiramentos musculares, também conhecidos como distensões, e as contraturas.
Nos estiramentos, as fibras musculares são alongadas além do limite suportado, provocando pequenas ou grandes rupturas. Já a contratura acontece quando o músculo permanece contraído e não retorna ao estado normal de relaxamento, causando dor e limitação dos movimentos.
Fisioterapia é essencial na recuperação
A fisioterapia desempenha papel importante desde os primeiros dias após a lesão até o retorno do atleta às competições.
Inicialmente, o tratamento busca controlar a dor, o inchaço e a inflamação. Depois, são introduzidos exercícios para recuperar a mobilidade, fortalecer a musculatura e restabelecer o controle dos movimentos. Nas fases finais da reabilitação, testes funcionais ajudam a verificar se o atleta recuperou força, equilíbrio, resistência e potência suficientes para voltar a treinar e competir com segurança.











