“O Acordo Secreto? Por que Da Vitória abandonou o grupo de Pazolini e fechou com Ricardo Ferraço”

Nos bastidores políticos do ES, a pergunta que ninguém conseguiu responder até agora é: por que o Progressistas de Da Vitória, que já esteve tão alinhado ao Republicanos de Lorenzo Pazolini, resolveu fechar as portas para o ex-prefeito de Vitória e carimbar o passaporte no palanque de Ricardo Ferraço?

Ao EntreVistas, do canal de ES Hoje no Youtube, o deputado federal abriu o jogo, revelou os bastidores dessa escolha e mandou um recado direto sobre o preço do seu apoio: a vaga de vice. Essa foi a primeira vez que o tem foi abordado, e Da Vitória justifica com três palavras-chave: segurança, maturidade e respeito. Ao elogiar a “história de vida pública” e o trânsito nacional de Ricardo Ferraço, ele sutilmente manda um recado sobre o que achava que faltava ou que ainda precisa amadurecer no grupo de Pazolini.

O deputado confessa o desejo de disputar o Palácio Anchieta ou o Senado, mas dá uma aula de pragmatismo capixaba. Ele admite que Casagrande é o favorito absoluto para a primeira vaga do Senado e, em vez de tensionar e “fragmentar” o Estado (o que, segundo ele, traria prejuízo econômico), escolheu fazer parte do projeto maior.

Da Vitória simplesmente ignora o anúncio do aliado de federação, Marcelo Santos (União Brasil), que já havia sinalizado apoio a Rose de Freitas (MDB) para a segunda vaga do Senado. Da Vitória diz textualmente que “não tem o segundo nome”. E onde fica o PP e a Federação nisso? Na Vice-governadoria. Ele joga a responsabilidade para Ricardo Ferraço cobrando “reciprocidade” e avisa: o perfil do vice será definido por pesquisas qualitativas.

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