GWM no ES: Assembleia aprova doação de terreno em Aracruz para montadora chinesa

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) aprovou, nesta segunda-feira (29), o projeto de lei que autoriza o governo do Estado a doar duas áreas na zona industrial de Barra do Riacho, em Aracruz. O principal objetivo da medida é viabilizar a chegada da GWM no ES, com a instalação de um complexo industrial da montadora chinesa Great Wall Motors. O segundo terreno será utilizado pela prefeitura local para a implementação de estruturas integradas ao programa Parklog/ES, voltado ao desenvolvimento logístico regional.

A matéria foi avaliada e votada durante sessão ordinária virtual. Antes de chegar ao plenário da Casa, a proposta do Executivo recebeu pareceres favoráveis unânimes das comissões de Justiça, Infraestrutura e Finanças.

Impactos na economia capixaba e geração de empregos

Durante os debates em plenário, os deputados estaduais que defenderam o projeto enfatizaram que o investimento da montadora chinesa representa um marco para a economia capixaba. Segundo os parlamentares, o empreendimento tem potencial para gerar novos empregos no ES e consolidar o posicionamento estratégico do Estado no setor logístico e automotivo nacional.

Foi destacado, ainda, que o Espírito Santo enfrentou a concorrência direta de outras unidades da federação que disputavam o aporte financeiro da fabricante. A expectativa do setor produtivo é que a instalação da fábrica em Aracruz atue como um ímã para novos fornecedores, dinamizando toda a cadeia de suprimentos instalada no território capixaba.

Oposição aponta falta de debate ambiental e consulta a indígenas

Apesar do placar favorável à aprovação, a matéria registrou votos contrários na Assembleia. As deputadas Iriny Lopes (PT) e Camila Valadão (PSOL) se posicionaram contra a doação dos terrenos, argumentando a ausência de relatórios detalhados sobre os impactos ambientais e a falta de clareza quanto às contrapartidas exigidas da iniciativa privada.

Iriny Lopes alertou que a zona industrial de Barra do Riacho faz divisa com comunidades indígenas locais. De acordo com a parlamentar, o rito legal exigiria a realização prévia de audiências públicas com a população tradicional, conforme preconiza a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Na mesma linha, Camila Valadão criticou o texto do projeto por não detalhar as ferramentas de fiscalização e as metas contratuais da GWM.

Após a deliberação definitiva no legislativo capixaba, a proposta foi encaminhada para o Palácio Anchieta, onde aguarda a sanção do governador Ricardo Ferraço.

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

.column-title { display: flex; align-items: center; margin-bottom: 10px; color: #009cde; font-family: ES_Hoje !important; font-size: 20px !important; font-weight: 600 !important; }.box { border: 2px solid #009cde; border-radius: 20px; width: 180px; height: 35px; padding: 5px; display: flex; justify-content: center; align-items: center; }.line { border-top: 2px solid #009cde; flex-grow: 1; height: 0; margin-left: 10px; }
Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

.ncolumn-title { display: flex; align-items: center; margin-bottom: 10px; color: #757575; font-family: ES_Hoje !important; font-size: 20px !important; font-weight: 600 !important; }.nbox { border: 2px solid #757575; border-radius: 20px; width: 230px; height: 35px; padding: 5px; display: flex; justify-content: center; align-items: center; }.nline { border-top: 2px solid #757575; flex-grow: 1; height: 0; margin-left: 10px; }
Notícias Relacionadas