O Espírito Santo encerrou 2024 com 217.876 unidades locais de empresas e outras organizações em atividade, responsáveis por ocupar cerca de 1,3 milhão de pessoas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram um mercado de trabalho fortemente sustentado pelo comércio, mas também marcado pela relevância da indústria, da administração pública e do setor de saúde na economia capixaba.
Do total de pessoas ocupadas, pouco mais de 1,035 milhão eram trabalhadores assalariados, o equivalente a 80% dos vínculos registrados. Ao longo do ano, empresas e instituições sediadas no Estado desembolsaram R$ 48,06 bilhões em salários e outras remunerações. O rendimento médio mensal foi de 2,5 salários mínimos, o que corresponde a R$ 3.507,93.
Os números integram o Cadastro Central de Empresas (Cempre), levantamento anual que reúne informações sobre empresas privadas, órgãos públicos e entidades sem fins lucrativos formalmente constituídas, além de suas respectivas unidades locais de atuação.
Comércio mantém liderança
O comércio segue como a principal atividade econômica do Espírito Santo em número de estabelecimentos e de empregos formais.
Segundo o levantamento, 68.321 unidades locais pertencem ao setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, o equivalente a 31,4% de todas as empresas e organizações em funcionamento no Estado. O segmento também concentra o maior contingente de trabalhadores: são mais de 304 mil pessoas ocupadas, representando 23,5% do total.
Na sequência aparecem as indústrias de transformação, com cerca de 154 mil trabalhadores, a administração pública, com aproximadamente 153 mil servidores, e os segmentos de atividades administrativas e serviços complementares e de saúde humana e serviços sociais, ambos com cerca de 111 mil pessoas ocupadas.
Apesar da liderança do comércio em quantidade de empresas e empregos, é a administração pública que responde pela maior parcela da massa salarial capixaba. Em 2024, o setor concentrou 22,9% de todos os salários e remunerações pagos no Estado, enquanto o comércio respondeu por 14,5%.
Indústria extrativa lidera em remuneração
Quando o assunto é salário, o destaque fica com as indústrias extrativas, impulsionadas principalmente pelas atividades ligadas à mineração e ao petróleo.
Nesse segmento, a remuneração média atingiu sete salários mínimos, cerca de R$ 9,8 mil por mês. Em seguida aparecem os setores de eletricidade e gás, com média de 6,7 salários mínimos, e as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com rendimento médio de 4,6 salários mínimos.
Na outra ponta estão os trabalhadores dos setores de alojamento e alimentação, cuja remuneração média foi de 1,4 salário mínimo. Também figuram entre os menores rendimentos as atividades de artes, cultura, esporte e recreação, além de outras atividades de serviços.
Embora o rendimento médio capixaba esteja abaixo da média nacional — 2,5 salários mínimos contra 2,8 salários mínimos no país —, alguns municípios apresentam desempenho significativamente superior ao índice estadual.
Vitória continua concentrando a maior parcela da atividade econômica capixaba. A capital reúne 41.791 unidades locais, o equivalente a 19,2% do total estadual, e emprega cerca de 276,5 mil pessoas. O município também registra o maior salário médio mensal do Estado: 3,8 salários mínimos, aproximadamente R$ 5.376.
Anchieta aparece na segunda colocação entre os municípios com melhor remuneração média, com 2,9 salários mínimos, seguida por Aracruz, com 2,8 salários mínimos. No extremo oposto está Ponto Belo, onde o rendimento médio ficou em 1,3 salário mínimo.
Os dados do Cempre reforçam a importância do setor de serviços e do comércio para a economia capixaba, ao mesmo tempo em que evidenciam o papel estratégico das atividades industriais de maior valor agregado na geração dos melhores salários do Estado.










