O crescimento das apostas esportivas e dos jogos online fez aumentar também a preocupação com os impactos desse comportamento na saúde mental. Ansiedade, perda de controle sobre o dinheiro, dificuldades familiares e até isolamento social podem ser sinais de que a diversão deu lugar a um problema mais sério.
Reconhecendo esse cenário, o Ministério da Saúde ampliou as ações voltadas ao tratamento de pessoas com dependência em jogos de apostas e disponibiliza atendimento gratuito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Quando as apostas deixam de ser entretenimento?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o comportamento compulsivo relacionado aos jogos pode provocar prejuízos importantes à saúde mental e está associado ao aumento dos casos de ansiedade, depressão, outros comportamentos compulsivos e maior risco de autolesão e suicídio.
O problema não está apenas na frequência das apostas, mas principalmente na perda do controle sobre esse hábito e nas consequências que ele provoca na vida pessoal, financeira e profissional.
O SUS oferece um autoteste
Quem suspeita estar desenvolvendo um comportamento compulsivo pode utilizar gratuitamente os serviços disponíveis no aplicativo Meu SUS Digital.
A plataforma reúne conteúdos educativos sobre os impactos das apostas na saúde mental e disponibiliza um autoteste desenvolvido e validado por especialistas.
Caso o resultado indique risco moderado ou elevado, o próprio sistema encaminha o usuário para atendimento especializado por telefone ou videochamada.
Quando o risco é considerado menor, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) para avaliação presencial.
Como acessar o atendimento
Para utilizar o serviço, é necessário fazer o cadastro no aplicativo Meu SUS Digital, disponível gratuitamente para celulares Android, iPhone e também em versão web.
O acesso é realizado por meio da conta Gov.br.
Desde março deste ano, o serviço especializado para pessoas com problemas relacionados às apostas já contabiliza 6.912 usuários cadastrados.
Outras formas de buscar ajuda
Além do atendimento pelo aplicativo, o Ministério da Saúde informa que a Ouvidoria do SUS também está preparada para orientar pessoas que enfrentam dificuldades relacionadas às apostas.
O atendimento pode ser feito pelo telefone 136, além dos canais de teleatendimento, formulário eletrônico, WhatsApp e chatbot, sempre respeitando as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Governo amplia ações de prevenção
Além do atendimento remoto, o Ministério da Saúde anunciou investimentos para ampliar a assistência oferecida à população e realizar uma pesquisa nacional inédita sobre os impactos das apostas na saúde dos brasileiros.
Outra medida já em funcionamento é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite ao próprio usuário bloquear o acesso aos sites de apostas autorizados no país.
Segundo o governo federal, mais de 500 mil pessoas já recorreram ao sistema desde o lançamento.









