Uma mancha escura identificada no litoral de Vitória, nas proximidades da Ilha do Frade e da Guarderia, passou a ser alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Espírito Santo, em conjunto com o Ministério Público Federal. O caso envolve, além da origem da mancha, o funcionamento do sistema de drenagem de águas pluviais na região.
Em reunião realizada nesta quinta-feira (19), foi definido que, em até 45 dias, deverão ser apresentadas soluções estruturais para evitar o lançamento de água da chuva em áreas frequentadas por banhistas. Os pontos mais sensíveis incluem trechos de Camburi, Guarderia e Ilha das Caieiras.
O grupo também estabeleceu um cronograma de coletas de água, que serão realizadas ao longo de cinco semanas. As amostras passarão por análises laboratoriais para verificar a balneabilidade e identificar a presença de sedimentos, especialmente na região da Guarderia. A expectativa é que os primeiros resultados sejam apresentados na próxima reunião, prevista para o dia 23 de abril.
As análises seguem protocolos técnicos definidos por instituições especializadas, como o Conselho Regional de Biologia da 10ª Região, além de órgãos de apoio ambiental do próprio MPES e entidades ligadas à oceanografia no Estado.
A apuração não ficará restrita ao ponto onde a mancha foi identificada. O trabalho será ampliado para toda a Baía de Vitória e também para as bacias hidrográficas da Região Metropolitana, numa tentativa de entender, de forma mais abrangente, os fatores que impactam a qualidade da água.
Dependendo dos resultados das análises, poderão ser adotadas medidas para responsabilização de eventuais causadores, caso sejam identificadas irregularidades.
Paralelamente, o grupo discute ações de médio prazo, como a realização de seminários sobre saneamento básico, com o objetivo de aprofundar o debate técnico sobre a qualidade ambiental no Estado.










